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O que é e para que serve um scanner 3D? Conheça agora!

O que é e para que serve um scanner 3D? Conheça agora!

O scanner 3D é uma ótima ferramenta para quem já trabalha com impressora 3D. Ele pode ser usado para criar modelos a partir das peças já feitas.


A tecnologia de impressão 3D permite a criação de peças a partir de um modelo digital. O scanner 3D chegou ao mercado para ajudar a reduzir o tempo gasto com a modelagem.

É claro que existem muitos arquivos disponíveis na internet que ajudam quem ainda não tem muita experiência, mas isso não permite que se crie um modelo específico, com as dimensões desejadas. Por isso é que o scanner 3D tem grande valor nesse mercado.

Neste conteúdo você vai conhecer um pouco mais sobre o scanner 3D e como ele pode ser usado no mundo da impressão 3D!

O que é um Scanner 3D?

Um scanner é um aparelho capaz de analisar um objeto já existente e transformá-lo num modelo digital. Existem várias maneiras distintas para que uma máquina do tipo possa fazer isso, cada uma adequada a um objetivo diferente. 

Contudo, os scanners 3D podem ser divididos em duas categorias gerais: com contato e sem contato. No próximo tópicos vamos conhecê-los.

Quais são os tipos de scanner 3D?

Scanner 3D de contato 

Para que um scanner 3D de contato possa mapear um objeto, a peça a ser copiada deve ser colocada numa superfície plana e lisa. Respeitada essa primeira etapa, um mecanismo como um braço mecânico move um sensor de toque até que ele encoste no objeto diversas vezes. Com este recurso, a máquina determina precisamente cada ponto do objeto e calcula as medidas para fazer um modelo computacional 3D.

Scanner 3D

 

A grande vantagem é que esse tipo de aparelho consegue medir com um nível de precisão bastante alta. Contudo, ele é muito lento e seu uso não é indicado para a produção de modelos com um número elevado de detalhes. Por isso, sua utilização é mais comum na aferição de projetos industriais. 

Neste caso, são feitas apenas as aferências das dimensões críticas de algumas peças, possibilitando ao operador uma visão global dos processos de fabricação e especificações do projeto.

Scanner 3D sem contato

Um Scanner para impressora 3D sem contato, como o próprio nome sugere, não toca nos objetos que serão escaneados. Ele utiliza um tipo de radiação para fazer as medições necessárias. Essa radiação pode ser de raios-x, infravermelhos, lasers, campos magnéticos ou luz visível.

Scanner 3D 

O uso de cada um desses métodos requer técnicas específicas para processar os dados e transformá-los em informações úteis. Contudo, a lógica de funcionamento de um scanner 3D é basicamente a mesma: a máquina sabe quais são as propriedades naturais da radiação que utiliza e verifica as alterações que ocorrem durante a interação com o objeto. 

Existe uma diferença de nomenclatura quando o scanner utiliza ou não a sua própria fonte de radiação.

Quando ela é externa (que é o caso da luz) o aparelho é chamado de passivo. Ao contrário, quando é interno, dá-se o nome de ativo. Também existem aqueles com sistemas híbridos, que combinam informações de lasers e luz natural, por exemplo. 

O que é um scanner 3D portátil?

Se a tecnologia já é, por si só, bastante útil em variadas aplicações, imagine ter um scanner 3D portátil para fazer modelos digitais de qualquer objeto que você tenha em casa! 

Já existem inúmeros aparelhos que permitem a digitalização em tamanho real de objetos e pessoas, alguns até sem utilizar computador, internet ou energia elétrica. 

Essa tendência lança ainda mais luz no já aquecido mercado de impressão 3D. Além de impressoras mais baratas, a chegada de scanners 3D acessíveis e de uso descomplicado permitirá que qualquer pessoa possa reproduzir objetos a qualquer momento, abrindo portas, inclusive, para quem deseja empreender no conforto de casa.

Scanner portátil

 

Existem aplicativos para Scanner 3D?

Existem no mercado diversos aplicativos para escanear peças, como o Trnio e o Qlone. Ter um app desses no celular pode ser uma ótima forma para melhorar o processo de impressão 3D e ganhar praticidade ao modelar objetos.

Como vantagem, os aplicativos são muito mais baratos que os equipamentos de digitalização, além de serem práticos de usar em qualquer situação.

Aplicativo de escaneamento

 

Contudo, é importante levar em consideração que o tempo do escaneamento feito por um celular deve demorar mais do que o trabalho de um equipamento profissional. Além disso, a possibilidade de acontecerem erros durante o processo é relativamente maior. 

Qual é o preço do scanner 3D?

Uma das dúvidas mais comuns entre o público que deseja ter um aparelho desse é justamente o valor, quanto custa um scanner 3D.

Assim como as impressoras 3D, também existem diversos modelos para fazer o escaneamento. Um scanner 3D profissional pode custar em torno de R$ 15 mil, enquanto um scanner 3D portátil, sendo modelo de entrada, pode ter o preço a partir de R$ 3 mil.

Vale a pena ter um?

Dizer se vale ou não a pena ter vai depender muito da maneira como cada usuário utilizará a tecnologia. Um equipamento do tipo pode ser bastante útil para quem está começando, mas pode não fazer tanta diferença para quem sempre produziu os seus próprios modelos digitais em softwares 3D.

Além disso, outro ponto que deve ser considerado é a complexidade da peça. Para um objeto mais simples, com dimensões que podem ser conferidas facilmente, o preço do scanner 3D pode não valer muito a pena. Já em caso de peças complexas a conversa pode ser outra!

Portanto, o ideal é fazer uma pesquisa minuciosa para saber da sua necessidade em relação a ter ou não um scanner para impressora 3D. 

Agora que você já sabe tudo sobre a tecnologia de um scanner 3D, que tal se aprofundar um pouco mais sobre a produção de modelos digitais? Este é um assunto de grande importância no mundo da impressão 3D. Lá no nosso blog tem um ótimo conteúdo sobre os 10 melhores softwares de modelagem 3D para projetos mecânicos.

Tenho certeza que ele vai te ajudar muito!

Abraço e até o próximo conteúdo!

Como dar acabamento nas peças de forma simples e barata

Um bom acabamento começa no momento de definir as configurações da sua impressão 3D. A resolução da peça depende principalmente da altura da camada. A ideia é parecida com a formação de uma imagem digital: quanto mais pontos, maior a qualidade da imagem.


Sem tempo para ler? Então ouça este conteúdo clicando no player a seguir:

Você sabe como dar acabamento nas peças obtidas por impressão 3D? Esse processo é muito interessante e pode aumentar muito a qualidade visual dos projetos, gerando um ótimo valor agregado às peças. Porém, surgem muitas dúvidas quanto a esse processo, como a lista dos materiais necessários, as formas de manuseamento e o resultado real obtido.

Por isso, criamos este artigo que mostrará uma forma simples e barata de dar acabamento nas peças. Confira!

 

Por que dar acabamento nas peças impressas?

Como você já sabe, o processo de impressão 3D se faz por camadas. A impressora deposita o material de uma camada, sobe um estágio e repete esse processo até finalizar a peça. Com esse movimento, a peça fica com uma marcação evidente das camadas.

Para contornar esse efeito e reduzir os “degraus” gerados, você pode ajustar a altura da camada, reduzindo-a. Esse ajuste aumenta a qualidade superficial da peça, mas o tempo de impressão aumenta consideravelmente.

Então, uma solução é o acabamento posterior, um trabalho após a impressão.

O que é preciso para dar o acabamento nas peças?

Para dar acabamento nas peças, primeiro você precisa conhecer um pouco sobre os principais materiais para impressão 3D.

O PLA, por exemplo, é ótimo para peças que precisem de uma boa qualidade superficial sem o trabalho de acabamento. Com o PLA você consegue imprimir peças detalhadas, mantendo um fiel controle dimensional e com evidência nos detalhes. Porém, esse material não reage com o vapor de acetona pura, que é o principal material usado para o acabamento. Além disso, o PLA possui alta dureza superficial, o que dificulta lixar a peça para suavizar as camadas.

Para dar acabamento nesse filamento, o recomendado seria trabalhar com vapor de clorofórmio, mas isso é dificultado pelas características desse solvente e da indisponibilidade de compra no mercado.

O PETG é um material nobre para impressão 3D, como a ótima resistência mecânica, a possibilidade de ser utilizado em impressora aberta ou fechada, com ou sem mesa aquecida e sem apresentar empenamento. Porém, assim como o PLA, ele apresenta algumas dificuldades para o processo de acabamento.

Sua dureza superficial é menor do que no PLA, o que lhe garante maior facilidade para lixar. Porém, ele também não reage com o vapor de acetona por possuir uma alta resistência química.

Se tratando de facilidade de acabamento, o ABS já possui grandes vantagens se comparado ao PLA e PETG. Apesar desses dois materiais terem ótimas características de impressão, como facilidade de utilização, controle dimensional, sem empenamento e serem materiais biodegradável e food safe, respectivamente, o ABS possui maior facilidade para acabamento.

O ABS reage com o vapor de acetona, suavizando os efeitos das camadas e dando um aspecto mais liso à peça. Por possuir menor dureza superficial, é mais fácil lixar as impressões também, corrigindo qualquer imperfeição.

Quais são as vantagens em dar acabamento nas peças?

Neste artigo, focaremos o processo de acabamento com o vapor de acetona. As vantagens de uma peça que recebe esse processo está no efeito visual. Considerando uma impressão com altura de camadas de 0,4mm, por exemplo, será bem visível os efeitos das camadas e isso pode comprometer o valor agregado.

Ao lixar a peça e atacá-la com vapor de acetona, ela fica com um brilho maior e uma superfície mais lisa. A impressão que se dá é de uma peça de maior qualidade.

Há desvantagens nas peças acabadas em relação às peças sem acabamento?

É importante dizer que não são só vantagens obtidas nesse processo de acabamento. Deve-se avaliar muito bem as características dos projetos. Por exemplo, se você quer imprimir uma peça técnica, que precise que suas dimensões sejam restritas, expor ao vapor de acetona pode fazer com que perca a tolerância dimensional, além da possibilidade de enfraquecer a estrutura do objeto.

Outro ponto importante de se mencionar é no perigo à segurança ao manusear a acetona. Esse material deve ser puro para ter um bom efeito, e pela alta volatilidade, pode entrar em ignição com facilidade. É preciso ter muito cuidado com esse reagente.

Como dar acabamento nas peças de forma fácil?

Agora que você já conhece a parte teórica do acabamento com acetona, vamos a parte mais interessante: como dar o acabamento nas peças de forma prática, simples e barata! No mercado existem algumas máquinas próprias para este fim, mas se você quiser, pode fazer o processo na sua casa, sem um investimento financeiro elevado.

Vamos à lista de materiais necessários:

  • um recipiente em vidro, PP ou de outro material que não tenha reação com a acetona;
  • acetona pura;
  • papel toalha;
  • imãs pequenos;
  • uma base para a peça, de material que não tenha reação com acetona;
  • a peça que será trabalhada.

Como dar acabamento nas peças de forma fácil?

Passo 1

Molhe o papel toalha com a acetona pura.

Passo 2

Forre o recipiente com as folhas de papel toalha, umedecidas com a acetona pura. Coloque na base e nas paredes do recipiente. Posicione um imã dentro e fora do recipiente para travar o papel toalha.

Passo 2

Passo 3

Coloque o material de base para a peça dentro do recipiente, por cima do papel toalha.

Passo 3

Passo 4

Coloque a peça sobre a base e feche o recipiente. É importante que fique bem lacrado para evitar que o vapor da acetona seja perdido.

Passo 4

Pronto! É simples assim! O tempo de permanência das peças vai depender do seu volume e massa. Quanto maior, mais demorado será o processo. Você pode ir observando o alisamento das camadas, mas evite ficar abrindo o recipiente antes de terminado. Depois que estiver pronto, com a peça ainda em reação, não pegue no objeto. Ele estará mole e pode deformar. Tire a peça do recipiente pela base. Espere alguns minutos até que a peça seque.

Passo 4

Para que fique claro como é o processo, confira o vídeo abaixo:

Pronto para dar acabamento nas peças 3D?

Como vimos em nosso artigo, dar acabamento nas peças produzidas por impressão 3D pode ser bem fácil. Você deve ter atenção com o material que utiliza, as especificações de aplicação da peça e um cuidado com o manuseamento do reagente.

Analisando as duas peças que fizemos o acabamento, percebe-se que o processo gerou um resultado melhor na estátua do que no boneco. A estátua, que não contém detalhes, ficou com uma melhor aparência, com a superfície lisa. Já o boneco perdeu alguns detalhes, principalmente no escudo. Nesse caso, talvez seria melhor ter feito a impressão em PLA, com uma menor altura de camada. Por isso, escolha bem as peças que você quer dar acabamento.

Para o processo de acabamento, algumas pessoas aquecem a acetona, mas vimos que não é tão necessário, além de sugerirmos um procedimento mais seguro.

Todas as informações que colocamos no artigo sobre o ABS são aplicadas ao nosso ABS Premium, da 3D Lab.

Agora que você já sabe como dar acabamento nas peças, conheça as 4 principais características que um bom filamento precisa ter.

Manufatura aditiva: saiba o que é e o que ela representa

A manufatura aditiva é o conjunto de tecnologias de impressão 3D que permite criar objetos a partir do zero utilizando modelos digitais. Com ela, é possível produzir peças complexas otimizando recursos.


A tecnologia da manufatura aditiva está conquistando o mundo de maneira impressionante. É cada vez mais comum o uso das impressoras 3D na produção de diversos produtos, com os mais variados materiais.

Devido ao avanço da tecnologia nos últimos anos, a manufatura aditiva têm ganhado aplicabilidade nas indústrias, principalmente nos setores automotivo e aeroespacial, além da evolução na produção de implantes odontológicos. 

Segundo um relatório da Wohlers Associateso crescimento anual da indústria de manufatura aditiva vai ser de 31% entre 2014 e 2020. É um bom número, não acha?

Neste conteúdo você vai conhecer mais sobre essa tecnologia que está revolucionando as áreas por onde passa!

O que é manufatura aditiva?

A manufatura aditiva engloba um grupo de tecnologias que produzem objetos a partir de modelos digitais. A produção dessas peças segue a mesma ideia, mas cada tipo de impressão 3D tem uma forma característica de criar o material.

A impressão 3D FDM, por exemplo, utiliza polímero em forma de filamento nas impressoras. Já o tipo SLA tem como matéria prima uma resina líquida.

Quais as vantagens da manufatura aditiva?

Para algumas empresas pode ser muito vantajoso trocar os antigos maquinários por impressoras 3D. Alguns dos ganhos mais atraentes são:

  • custo: permite que peças sejam produzidas em pequenas quantidades, diminuindo o custo unitário;
  • rapidez: produção eficiente do projeto digital ao modelo físico possibilita uma prototipagem rápida;
  • complexidade: permite a criação de peças com geometrias complexas;
  • customização: os produtos são totalmente personalizáveis de acordo com as necessidades;
  • economia/sustentabilidade: o uso reduzido de material gera menor volume de resíduos e gasta pouca energia elétrica;

De fato, com todas essas vantagens as vendas de impressoras 3D só crescem em todo o mundo.

E como funciona a manufatura aditiva?

Bom, é quase mágico pensar que um só equipamento possa produzir sozinho peças complexas do começo ao fim. Mas é assim mesmo que a manufatura aditiva funciona, obedecendo alguns passos que vou mostrar a seguir:

Passo 1: Modelagem digital

Para que uma impressora 3D possa fazer qualquer objeto é preciso que ele tenha sido criado em algum software de computador. Isso é necessário para definir tanto o design quanto as medidas reais da peça.

Passo 2: Impressão por camadas

Após o projeto ser criado pelo software é hora de dividi-lo em camadas. Isso acontece porque as impressoras 3D depositam material uma camada de cada vez (FDM). Dentro de um novo programa, conhecido como fatiador, são definidos os parâmetros e finalizado o arquivo final.

Passo 3: Impressão 3D

Por último, mas não menos importante, o arquivo é enviado para a impressora que começará a produzir a peça. Dependendo da complexidade e do tamanho do objeto, esse processo pode demorar algumas horas ou até mesmo dias.

Quais são as tecnologias da manufatura aditiva?

Já existem inúmeras tecnologias envolvendo a impressão 3D e cada uma delas atende a objetivos específicos. No entanto, três delas representam mais de 90% do mercado. Confira abaixo um pouco sobre cada uma:

  • Fused Deposition Modeling (Modelagem de Deposição Fundida), método que utiliza filamentos de polímeros como matéria-prima.

manufatura aditiva

  • Stereolithography (Estereolitografia), método que solidifica resinas líquidas com luz ultravioleta.

manufatura aditiva

  • Selective Laser Sintering (Sinterização Seletiva a Laser) método que produz objetos 3D a partir de materiais granulados de cerâmicas, plásticos e metais.

Quais são as tecnologias da manufatura aditiva

Ainda existem algumas tecnologias de impressão 3D em metal que pouquíssimas empresas têm acesso. Apenas companhias de grande porte, normalmente multinacionais, possuem capital suficiente para investir.

A impressão 3D gera menos desperdício de material?

No atual modelo de produção industrial, uma grande quantidade de material é utilizada para confeccionar cada objeto, que precisa ter seus resíduos descartados posteriormente. 

Já a manufatura aditiva permite que o produto seja produzido camada após camada utilizando somente o que é necessário de matéria-prima, com uma perda bastante reduzida que se resume ao material de suporte e calibração da máquina. 

Portanto, essa possibilidade chama a atenção de variados setores da economia, que enxergam formas de reduzir custos e a necessidade de poupar recursos naturais. 

Onde a tecnologia já está sendo utilizada?

A manufatura aditiva conquistou um espaço cativo em alguns ramos específicos. A possibilidade de produzir peças complexas e detalhadas com um custo mais baixo contribui para uma maior aceitação da tecnologia. 

Segundo uma pesquisa realizada pela Sculpteo, cerca de 90% dos usuários de impressoras 3D vêem na ideia uma vantagem competitiva em relação ao mercado, sendo este um fator importante da estratégia empresarial

No setor de veículos automotores, por exemplo, a manufatura aditiva permite que as peças sejam produzidas com mais excelência, já que é possível fazer testes antecipadamente usando protótipos 3D. 

Empresa do setor, a americana Local Motors já usou da manufatura aditiva para produzir um carro inteiro, em apenas 44 horas! 

Na área da medicina também é possível verificar ótimos ganhos 

A produção de próteses biônicas mais adequadas com preços acessíveis atendeu às necessidades de inúmeras pessoas. 

Na área da ortodontia, um profissional pode imprimir com facilidade em seu consultório as próteses que precisa, sem a necessidade de encaminhar pedidos demorados aos laboratórios. Isso tem um nome: praticidade!

Confira mais alguns setores que usam a tecnologia:

  • Fabricação de sapatos;
  • Produção de produtos de plásticos;
  • Indústrias de fundição;
  • Indústrias de eletroeletrônicos e eletrodomésticos;
  • Artes plásticas;
  • Joalheria;
  • Arquitetura;

Qual é a diferença entre manufatura aditiva e manufatura subtrativa?

Ao contrário da manufatura aditiva, que insere material por camadas, a manufatura subtrativa remove material de um bloco maciço até construir o objeto que se deseja. Ambos os modelos utilizam softwares 3D para chegar ao resultado final.

Entre as técnicas mais famosas de manufatura subtrativa estão o torneamento, a retificação, o fresamento e a eletroerosão.

Quais são as tecnologias da manufatura aditiva

Ao compararmos a funcionalidade das manufaturas aditiva e subtrativa, podemos dizer que, enquanto a primeira permite melhor personalização e construção de objetos complexos, a outra é indicada para criar peças que necessitam ter maior resistência.

Estamos vivenciando o futuro da indústria?

Existem atualmente inúmeros indícios de que estamos vivendo a era da inovação tecnológica e a manufatura aditiva faz parte disso.

Portanto, o uso de novas ferramentas que se conectam, entre elas os softwares de inteligência artificial, Big Data e a a própria manufatura aditiva, permite a criação de soluções que admitem melhor customização e nível de qualidade superior.

Tendo isso em mente, é fácil perceber a tendência global que leva empresas e pessoas a usarem essas tecnologias para criarem suas próprias ferramentas ou produtos.

Além de baratear os custos, essa oportunidade permite que pequenos produtores possam competir de igual para igual com grandes indústrias.

Vamos relembrar os benefícios mais importantes da tecnologia da manufatura aditiva?

Basicamente, eles são:

  • fácil produção de objetos com geometria complexa;
  • resíduos praticamente inexistentes;
  • qualidade de finalização em nível máximo;
  • produtividade elevada;
  • correção de defeitos ainda na fase de produção .

Portanto, neste texto você pôde perceber a importância da manufatura aditiva para o futuro de vários setores da economia. 

Ela está e continuará presente nas nossas vidas, direta ou indiretamente, seja por meio de pequenos produtos ou grandes máquinas complexas. 

E claro, aqui no blog da 3DLab você fica por dentro de todos os assuntos que permeiam o mundo das impressões 3D. 

Agora que já sabe o conceito de manufatura aditiva, confira nosso outro conteúdo que faz uma comparação entre a injeção plástica e a impressão 3D, mostrando qual desses modelos vale mais a pena!

Até o próximo post!

Por que acontece o nó no filamento? Veja como evitar agora!

Você já enfrentou o problema de nó no filamento? Isso acontece principalmente quando se deixa a ponta do filamento solta, dessa forma o material acaba travando e embolando. Neste conteúdo nós vamos mostrar por que isso acontece, como evitar e resolver!


O nó no filamento, ou nó no carretel, é um problema comum enfrentado pelos usuários de impressão 3D. Você coloca o filamento na impressora 3D, manda imprimir, acompanha as primeiras camadas e sai, achando que está tudo bem. Quando volta para conferir a sua peça tem a infeliz surpresa de o filamento estar travado no carretel, isso quando algum problema na estrutura da impressora não é gerado.

Apesar desse problema já ter acontecido com muitas pessoas, poucas delas realmente sabem seu real motivo. É comum pensar que o problema foi gerado na fabricação, mas neste conteúdo vamos mostrar (e provar!) que a causa pode ser outra. Vamos ver?

O filamento já sai com nó da fábrica?

O primeiro pensamento de qualquer pessoa que tem um filamento com nó é pensar que o vilão nesse caso foi o fabricante do material. No entanto, eu quero lhe mostrar que a chance de isso acontecer é bem pequena.

Na fábrica o enrolamento do seu filamento é feito por um maquinário específico que chamamos de enrolador. Nele é fixado um carretel vazio, pega-se a ponta do filamento, passa ele por um orifício interno do carretel para travar e aciona a máquina. Ela gira o carretel, enrolando o filamento.

Quando esse carretel está cheio a máquina é pausada. o operador aciona uma trava do filamento para então cortá-lo. A ponta, sempre mantida tensionada, é passada em outro orifício do filamento, travando-o.

Sabendo como ocorre todo processo, é fácil entender que muito provavelmente o nó no filamento não foi feito durante a produção

Então, por que acontece o nó no filamento?

Se as chances do filamento sair de fábrica com o nó são mínimas, onde o problema realmente acontece? Na grande maioria dos casos a falha está no manuseio do carretel!

Problemas no transporte

Depois que um filamento 3D é condicionado no carretel a sua ponta é cortada e deve ser travada nos furos. Isso mantém a tração correta no material e impede que as camadas se entrelacem.

Como os filamentos podem ser enviados pelos Correios, transportadoras, motoboy ou outros meios, e estes podem não ter o cuidado necessário com uma carga frágil, se a ponta do filamento não estiver travada, ele pode embolar e causar o nó no filamento.

Então, quando receber um carretel novo, verifique se a ponta está corretamente fixada. Se não estiver, entre em contato com o fabricante e mostre o ocorrido antes de usar.

Falha na utilização

Aqui está a principal causa de nó no carretel do seu filamento 3D. Vou te fazer algumas perguntas e quero que você seja sincero:

  • quando sua impressão acaba, você tira o filamento da impressora? Se tira, você se preocupa em sempre segurar a ponta e deixar o filamento tensionado?
  • quando vai guardar o carretel com filamento, você prende a ponta em um dos orifícios do carretel?

Essas questões são fundamentais! Infelizmente muitas pessoas acabam de usar um filamento e tiram da impressora sem se preocupar em mantê-lo tensionado. Alguns ainda guardam o material sem prender a ponta. Quando o carretel está cheio, isso agrava ainda mais o problema e pode causar o nó.

Em primeiro lugar, sempre recomendamos retirar os filamentos da impressora quando não estiver usando. Isso garante que eles fiquem longe de umidade, poeira e sujeira, aumentando a vida útil.

Porém, para retirar da máquina você precisa ter cuidado. SEMPRE segure a ponta do filamento, sem deixar que ela fique solta no carretel. Uma vez solta ela pode passar por baixo do filamento que já está enrolado e ocasionar o nó.

Então, segure a ponta, retire da impressora, enrole o filamento no carretel mantendo-o tensionado e prenda-o em um dos orifícios. Coloque o seu filamento dentro do plástico ZIP com a sílica. Pronto! Dessa forma você garante que o problema não vai acontecer e ainda que a qualidade do seu material se manterá por muito tempo!

Meu filamento já está com nó! Tem como tirar?

Tudo bem. Entendi todas as causas e vou seguir as dicas daqui para a frente. Mas eu já estou com nó no filamento! Eu perdi esse material? Não! Vamos lhe mostrar o que fazer para retirar definitivamente esse nó e conseguir utilizar esse carretel.

É muito importante que você tire todas as camadas de filamento que estão entrelaçadas, senão o travamento vai se repetir e parar a impressão!

Portanto, como vimos em nosso artigo, o nó no carretel do seu filamento 3D pode causar diversos problemas, além de perder aquele projeto que você estava imprimindo. Pela nossa experiência, a principal causa do nó está na utilização, quando deixamos a ponta solta ou guardamos o carretel de qualquer jeito. Mas não se preocupe, eu mesmo já fiz isso.

A chance do problema acontecer na fabricação é bem pequena, como falamos, mas se você achar que esse é o seu caso, entre em contato com o fornecedor.

Então, agora que você já aprendeu como tirar o nó do filamento e evitar que isso ocorra novamente, saiba quais são os 20 erros de impressão 3D mais comuns e como resolve-los!

Tipos de filamentos para impressoras 3D: conheça os principais

Os tipos de filamentos para impressoras 3D disponíveis no mercado são diversos. Podemos trabalhar com PLA, ABS Premium, PETG, Flex e muitos outros. Cada um tem características e aplicações diferentes.


Com o uso crescente da tecnologia de impressão 3D nas mais variadas áreas do conhecimento e da indústria, a escolha correta do tipo de filamento pode ser a razão entre o sucesso ou o fracasso do seu projeto.

Pensando nisso, você saberia dizer quais são as principais diferenças entre os tipos de filamentos para impressoras 3D?

Se a resposta foi não, fique tranquilo que vou te explicar tudo o que você precisa saber para investir no material que melhor vai atender às necessidades do seu trabalho. Confira este conteúdo!

Quais são os principais tipos de filamentos para impressoras 3D?

ABS Premium

Derivado do petróleo, o filamento ABS é o material mais utilizado para impressões 3D e muito comum nas indústrias. É resistente às altas temperatura e aos impactos, com um visual opaco bastante agradável para peças que necessitam de menos brilho. 

É um material que possui dureza superficial baixa, permitindo um acabamento fácil após a impressão, além de ser solúvel em acetona pura.

Aqui na 3D Lab fabricamos o ABS Premium, uma evolução do ABS comum, que corrige falhas como o cheiro forte, o warp e imperfeições na adesão entre camadas.

tipos de filamentos para impressoras 3D_1

Filamento PLA

Certamente um dos materiais mais utilizados, o filamento PLA (ácido poliláctico) é produzido a partir de fontes renováveis, não polui o meio ambiente e não causa danos à saúde dos seres humanos. 

Por ser um material de fácil impressão, o seu uso é indicado tanto em impressoras abertas como fechadas, com ou sem mesa aquecida.

Por ter baixa contração (warp), esse material é indicado para peças grandes e que não vão precisar de muitos acabamentos após a sua produção.

Filamento PLA

Filamento PETG

Por ser um material muito resistente, o PETG é a escolha perfeita para quando é necessário imprimir peças que precisam absorver impactos. 

Como o PLA, este filamento pode ser usado em impressoras abertas ou fechadas, além de não emitir gases tóxicos nem rachar. 

Basicamente, este material reúne ótimas características do PLA e do ABS, tornando o seu uso em impressoras 3D particularmente especial.

Filamento PETG

Além dos filamentos que já citamos, existem alguns outros que possuem características um pouco mais especiais. Vamos conhecê-los?

Filamento Flexível

Aqui na fábrica da 3D Lab nós também produzimos o filamento Flexível. Ele é especial pois permite a utilização das impressoras 3D na criação de objetos que necessitam ser mais maleáveis, como palmilhas e anéis de vedação. 

Para imprimir com perfeição é necessário verificar sempre a sua máquina, pois a folga excessiva entre o tracionador e o extrusor pode fazer com que o filamento dobre e a impressão seja interrompida. Fique de olho!

Filamento Flexível

Filamento de madeira (Wood)

Este filamento especial para impressoras 3D é produzido com PLA e fibras de madeira. Permite a criação de peças visualmente bonitas com aspecto rústico, ideais para decoração. 

Para imprimir com o filamento Wood é necessário utilizar um bico com diâmetro maior, a partir de 0,6mm. Isso porque como há fibras reais de madeira, se o bico for de 0,4mm ou inferior essas fibras podem não passar pelo orifício e entupir.

Filamento de madeira (Wood)

Filamento Solúvel (HIPS)

O HIPS é um filamento solúvel, mistura de poliestireno e borracha. Por ser facilmente dissolvido na solução de d’limoneno. É frequentemente utilizado como material de suporte, pois elimina a necessidade da remoção por meio de abrasivos, ferramentas de corte ou outros materiais que podem deixar a sua impressão com acabamento inferior. 

O comportamento do filamento HIPS é bem similar ao ABS Premium, considerando os parâmetros de impressão.

Filamento Solúvel (HIPS)

Nylon

O filamento especial de Nylon é uma opção certeira para quem busca peças resistentes e extremamente duráveis. A sua aplicação é bem parecida com o PETG, ou seja, a criação de peças de alto impacto ou tensão. 

Apesar da grande durabilidade, a temperatura de extrusão do Nylon — entre 255ºC e 275ºC — e a sua grande capacidade de absorver umidade podem atrapalhar a performance na hora de imprimir a sua peça. 

Além disso, por ter baixo coeficiente de atrito, o Nylon é altamente recomendado para peças de movimentação, como engrenagens ou buchas.

Nylon 

Tritan 

Considerado como um plástico de Engenharia, o Tritan tem alta resistência mecânica e também térmica. Com essas características ele é muito buscado para a impressão de peças técnicas.

No entanto, uma limitação desse material está na faixa de temperatura necessária para a extrusão, que fica em torno de 300ºC. Essa temperatura é superior à resistência térmica do teflon, material bastante usado em alguns extrusores.

Por isso, o filamento Tritan só é indicado em impressoras com extrusor All Metal.

Tritan

PVA 

Assim como o HIPS, o filamento PVA é um filamento solúvel. Porém, a solubilidade dele se dá em água. É bastante utilizado como material de suporte, principalmente quando é necessário imprimir peças complexas e com saliências. 

PVA 

Portanto, nós vimos neste artigo que existem muitos tipos de filamentos para impressoras 3D no mercado. Cada material tem vantagens e desvantagens, características que devem ser bem analisadas. Na verdade, cada projeto tem suas especificações e são nelas que você deve escolher o material ideal.

Observe as informações que colocamos neste conteúdo e veja qual é o material mais adequado para a sua necessidade.

Agora que você já sabe as diferenças entre os principais filamentos para impressão 3D do mercado, entre no site da 3D Lab e confira as nossas ofertas para cada um desses materiais.

Guia de como imprimir com os filamentos especiais!

Guia de como imprimir com os filamentos especiais!

Os filamentos PLA e ABS são os mais utilizados, principalmente no Brasil, mas é importante saber que há outras opções. Filamentos especiais, como Policarbonato e PETG podem ser usados em projetos únicos, agregando mais valor à peça. Neste conteúdo vamos mostrar como imprimir com esses materiais.


Mesmo para os usuários mais avançados de impressão 3D há alguns filamentos especiais que causam uma certa dor de cabeça para ser impressos. Nylon, PETG, Flexível e Policarbonato são exemplos desses filamentos para impressora 3D. Eles possuem características bem interessantes, que podem ser utilizadas em projetos específicos.

Então, para lhe ajudar a utilizar esses materiais, criamos este guia de como imprimir com eles. Vamos lá?

Por que utilizar filamentos especiais?

A primeira pergunta que deve ser respondida é o motivo de usar esses materiais, visto que normalmente eles são mais caros do que os filamentos comuns, como PLA e ABS. Alguns de nossos clientes comumente enviam perguntas sobre a melhor escolha do tipo de filamento para um projeto específico. Porém, na maioria das vezes, PLA ou ABS atendem à necessidade.

No entanto, você pode sim precisar desses filamentos especiais. O Nylon e o Petg, por exemplo, apresentam uma alta resistência mecânica, bem superior aos filamentos comuns. Já o flexível, como o nome já diz, pode ser a solução ideal em peças que precisam de conformidade, como pneus, palmilhas e anéis de vedação. Já o policarbonato é altamente resistente, superando tanto o PETG como Nylon, mas precisa de uma maior temperatura de extrusão.

Ou seja, antes de comprar qualquer filamento especial, analise a aplicação. Será que você realmente precisa dessas características ou pode usar outros filamentos? Essa análise pode fazer com que você evite gastar mais do que deveria e também que não se frustre com uma má escolha.

Mas afinal, como imprimir com os filamentos especiais?

PETG

O PETG é um filamento já bastante utilizado na comunidade de impressão 3D. Muitas pessoas, inclusive, estão trocando o uso do ABS por ele. Isso porque ele pode ser impresso em impressoras abertas sem sofrer o efeito de warp.

O filamento PETG é extremamente resistente e durável. Ele é indicado para impressão de peças que sofrerão alto impacto ou tensão. Outra característica interessante é que ele é considerado um material FoodSafe, ou seja, pode entrar em contato com alimentos sem problemas.

A faixa de temperatura de impressão varia entre 235 e 255ºC. Para uma melhor adesão, é indicado configurar a mesa para a temperatura média de 70ºC, além de utilizar uma cola adesiva ou fita kapton azul.

Dicas para a impressão do filamento PETG:

  1. Deixe o bico um pouco mais afastado da mesa: como é um material mais fluido, é indicado deixar uma distância maior no eixo Z para a mesa. Se isso não for feito, pode acumular material em torno do bico, sendo deixado posteriormente na peça;
  2. Regule o cooler de resfriamento da peça: o cooler voltado para a peça pode gerar diferenças gritantes na sua impressão com o PETG. Se ele estiver ligado, os detalhes serão feitos em uma melhor qualidade, resfriando o material mais rapidamente. Porém, se você quiser uma peça mais forte, desligue o cooler e as camadas terão uma maior adesão. É interessante desligar o cooler nas primeiras camadas para garantir a adesão;
  3. Diminua a velocidade de impressão: na impressão 3D em geral, velocidade não é sinônimo de qualidade, e no PETG isso é ainda mais sólido. É recomendado abaixar um pouco a velocidade de impressão, em torno de 50 a 60mm/s. É melhor imprimir mais lentamente e ter sucesso na sua peça do que acelerar o processo e ter que retrabalhar ou simplesmente perder a peça;
  4. Acerte o retract: a retração na impressão do PETG também é um ponto crítico. Se não for bem acertada, pode causar o efeito de blob na peça. Você pode abusar do retract. É recomendado ativar a função Wipe Nozzle com distância aproximada de 5 milímetros;
  5. Reduza o fator de extrusão: diminuir em 0,05mm é bem interessante. Por exemplo, se o seu fator de extrusão é 1,00, abaixe para 0,95.

Nylon

O filamento Nylon também é uma opção para quem busca peças extremamente duráveis e resistentes. Sua aplicação é parecida com o PETG, para peças de alto impacto ou tensão. No entanto, a temperatura de extrusão do Nylon é ligeiramente superior, com faixa entre 235 e 270ºC (consultar fabricante do filamento). Ele apresenta uma maior durabilidade do que o PETG, mas é mais difícil de imprimir.

Uma dificuldade em trabalhar com o filamento Nylon é que ele absorve umidade com muita facilidade. Então, se você for usar esse material, lembre-se sempre de guardá-lo dentro de um plástico zip com sílica quando não estiver usando.

O Nylon possui um baixo coeficiente de atrito, por isso, é muito indicado para peças de movimentação, como engrenagens ou buchas. A resistência a tração também é uma propriedade marcante nesse filamento especial. As abraçadeiras de cabos, muito utilizadas para organizar fiação de equipamentos eletrônicos, normalmente são feitas de Nylon. Tentar quebrá-las é algo extremamente difícil!

Dicas para impressão do filamento Nylon:

  1. Verifique a sua impressora 3D: a impressão do Nylon, como falamos, deve acontecer em torno de 235 a 270ºC. Então, as impressoras com tubo de PTFE não conseguem chegar a essa temperatura, uma vez que o PTFE começa a se degradar aos 250ºC;
  2. Mantenha a temperatura ambiente controlada: o filamento Nylon sofre muito com warping, mais do que o ABS. Se a sua impressora estiver exposta a um resfriamento forçado, sua peça não sairá nada bem. Por isso, é interessante que a impressora seja fechada, sem qualquer fonte de resfriamento. Os coolers devem ser desligados;
  3. Controle a adesão na mesa: a fita kapton azul é uma boa dica para fixar o Nylon na mesa de vidro ou de metal. Além disso, mantenha a temperatura da mesa um pouco mais elevada, próximo a 100ºC ou até um pouco mais;

Flexível

Na nossa lista de filamentos especiais não poderia faltar aquele com maior flexibilidade, o filamento flexível. Ele tem uma aplicação bem interessante. Algumas empresas de calçados já enxergaram o potencial desse material e começaram a fabricar tênis com impressão 3D, é o caso da Adidas, por exemplo.

O flexível tem uma boa durabilidade e, claro, flexibilidade. Porém, apresenta algumas dificuldades de impressão. Acontece que se a impressora tiver uma folga entre o tracionador e o hotend, o filamento pode encontrar essa área de escape e dobrar, interrompendo a impressão. Então, o ideal é que esse espaço seja o mais curto possível. Impressoras 3D com sistema de direct drive normalmente são mais indicadas para trabalhar com esse material. Porém, o sistema com bowden também é possível, basta acertar nas configurações.

Dicas para impressão do filamento flexível:

  1. Acerte a temperatura de impressão: para o filamento flexível da 3D Lab, a temperatura ideal está em torno de 225ºC. Outro ponto é a recomendação que você faça uma extrusão manual verificando a fluidez. Assim, pode regular para baixo ou para cima até achar o melhor resultado. Varie de 2 em 2 graus;
  2. Não abuse da velocidade de impressão: quando falamos de impressão com o filamento flexível uma regra deve ser bem clara: usar velocidade de impressão mais baixa. Se você aumentar esse parâmetro o filamento pode acabar dobrando durante o caminho e interromper a impressão. É claro que essa velocidade vai depender bastante da impressora e de seu sistema, mas o indicado é que não ultrapasse 60mm/s;
  3. Deixe a primeira camada mais afastada da mesa: se você apertar demais a primeira camada, deixando pouca distância do bico no eixo Z até a mesa, o filamento pode acabar conformando para o lado, deixando pontas altas. Então, com a movimentação do bico, essas pontas serão atacadas e sua peça pode descolar da mesa. Além disso, se deixar o bico muito próximo, isso pode gerar uma dificuldade de extrusão e a parte do filamento que ainda está passando no hotend ou acima dele pode dobrar, parando o processo. Então, deixe o bico mais afastado;
  4. Utilize menor altura de camadas: quanto menor for a sua altura de camada, melhor será a resolução (qualidade superficial) da peça e melhor adesão entre as camadas. Assim ela corre menos risco de descolamento;
  5. Regule a função retract: é interessante que você não use o retract no filamento flexível. Quando você utiliza, o filamento será esticado e depois contraído, e isso pode fazer com que ele dobre em algum espaço vazio.

Wood

O Wood é mais um dos filamentos especiais. Aqui na 3D Lab nós temos o maior orgulho em falar que somos a primeira e única empresa fabricante de filamentos a produzir esse material no Brasil. Foram quase dois anos de estudos e testes até chegar no produto final.

Ideal para peças que imitam produtos feitos com madeira, o Wood possui em sua composição fibras reais de madeira, o que dá um aspecto real à peça. Tivemos uma grande preocupação em fabricar um filamento que não fique entupindo o bico das impressoras, por conta das fibras. Para isso, além de várias implantações na nossa linha de produção, sugerimos fortemente seguir as configurações de impressão que disponibilizamos.

Nosso filamento Wood é baseado em PLA, então suas características se assemelham a ele. Tem baixa flexibilidade, média durabilidade e força. Porém, ele é um material totalmente natural, feito a partir de fontes renováveis, do PLA, com adição da fibra de madeira.

Dicas para impressão do filamento Wood:

  1. Regule o tracionador: o filamento de madeira é um pouco mais macio, então você deve aumentar um pouco a tensão do tracionador. O indicado é girar de uma a duas voltas no tracionador;
  2. Ajuste a temperatura de impressão: a faixa de temperatura indicada para esse filamento é entre 200 e 220ºC. A mesa pode ser deixada em temperatura ambiente, com cola adesiva, ou a 60ºC, mantendo a cola para uma melhor adesão;
  3. Cuidado com o retract: é interessante que não ultrapasse 2,5mm de retract;
  4. Ajuste a peça com acabamento: se a sua impressão ficar com alguns fiapos após o término, você pode retirar esse excesso de material colocando a peça no fogo, com um isqueiro. Não deixe a peça em exposição ao fogo por muito tempo, senão pode acabar queimando e gerando manchas e deformação;
  5. Ajuste a velocidade de impressão: a faixa ideal de velocidade é entre 50 e 80mm/s. Acima disso pode prejudicar a qualidade da peça, mas isso vai depender da estrutura da impressora 3D;
  6. Utilize camadas mais largas: é recomendado não imprimir o filamento de madeira com baixa altura de camada, isso porque as fibras de madeira podem entupir o bico nesse caso. Acima de 0,2mm é o ideal;
  7. Use bicos com furo maior: como esse filamento possui a adição de fibras de madeira, quanto maior for o furo do bico, melhor será a impressão, com menos chance de entupir.

Policarbonato

Para fecharmos nossa lista de filamentos especiais temos o Policarbonato. Esse material é realmente muito resistente, acima dos anteriormente mostrados! É ideal para peças rígidas e uma alternativa ao vidro. No entanto, a impressão é feita em temperatura bem elevada, próximo de 300ºC. Isso já é um limitador para as impressoras 3D convencionais.

A durabilidade do material é muito boa. Uma observação importante é que o PC, ou Policarbonato, é um material bem higroscópio, ou seja, ele absorve umidade com facilidade. Acontecendo isso, a impressão pode sofrer vários prejuízos. Então, o ideal é que sempre mantenha o filamento condicionado quando não estiver usando.

Dicas para impressão do filamento Policarbonato:

  1. Regule a velocidade: uma boa dica para trabalhar com o Policarbonato é abaixar a velocidade. Se você abaixar esse parâmetro conseguirá usar temperaturas de extrusão menores;
  2. Controle bem a temperatura de trabalho: é recomendado contar com uma impressora com câmara térmica. Ou seja, que não só aqueça a mesa, mas que mantenha a temperatura constante para a peça. Isso evita que o objeto sofra com efeitos da contração;
  3. Explore o efeito de transparência: o PC apresenta uma ótima transparência. Para aumentar isso você pode usar camadas mais largas, como 0,3 ou 0,4mm.

Portanto, como vimos em nosso guia, se você está cansado de imprimir somente com PLA e ABS, pode se aventurar com os filamentos especiais. Eles apresentam características bem interessantes, que podem ser usadas em projetos específicos.

Lembre-se de que não importa qual é o material, se você não escolhe um fabricante de qualidade, que garanta uma boa procedência dos filamentos, sua impressão não ficará legal como poderia!

Aqui na 3D Lab nós oferecemos, além do PLA e ABS Premium, o PETG, Flexível, Wood e HIPS. Estamos desenvolvendo novos filamentos especiais, como o Nylon e o Policarbonato, além de filamentos com carga, como o cerâmico e de cobre.

Então, confira agora a nossa loja virtual com todos os produtos que oferecemos. Além dos filamentos, temos também peças e acessórios para as impressoras 3D!

4 modelos para impressão 3D mais populares!

Alguns modelos para impressão 3D são bem populares e é difícil encontrar algum usuário da tecnologia que não tenha feito uma dessas peças. Se você tem uma impressora 3D, muito difícil nunca ter impresso um desses modelos!


Com uma impressora 3D é possível produzir diversas peças. Desde impressões técnicas, super elaboradas, para Engenharia, Medicina ou outras áreas, até bonecos divertidos e itens que provavelmente ficam esquecidos nas prateleiras ou dentro das gavetas, sem utilidade alguma! Mas isso é normal. Exitem vários sites com modelos para impressão 3D gratuitos. Eu, particularmente, já imprimi muitos objetos pelo simples prazer de ver o funcionamento dessa incrível tecnologia. Aposto que você também já fez isso!

Lembra da primeira peça que você produziu? Da impressão mais difícil? Aquela que toda a família pediu uma igual! Pois é, alguns modelos para impressão 3D podem ser considerados como clássicos. Então, no post de hoje vamos mostrar só os clássicos, aquele que toda impressora 3D já conhece! E se você não tem algum desses modelos, ainda dá tempo de imprimir. Vamos lá?

#1 – A coruja

A coruja é uma peça que não pode faltar na coleção de uma impressora. Quando eu conheci a tecnologia de impressão, alguns anos atrás, esse era meu modelo preferido. Talvez por ser uma peça decorativa e fácil de imprimir. Para falar a verdade, não sei o motivo real. Mas fato é que a coruja já voou por várias impressoras por aí.

  #1 - A coruja

#2 – O barco

Olha que esse barco nem é tão elaborado assim! Esse modelo, apesar de parecer simples, esconde alguns segredos. Pela angulação do casco e da porta, esse modelo permite visualizar algumas características importantes dos filamentos. Nas janelas, devido a falta de suporte, podemos analisar se a impressão está mantendo uma boa estrutura.

Fato é que nosso estoque de peças vive cheio de barcos. Aqui na 3D Lab, sempre que recebemos visitas, nossos clientes ganham um barquinho! Por isso, essa peça entrou no segundo lugar do top 4 entre os modelos para impressão 3D mais utilizados!

#2 - O barco

#3 – Vaso

Em terceiro lugar estão os vasos, tão adorados pela família. Mãe, tia, avó, todas já pediram um vaso para decorar uma sala ou cozinha. Com o modo vase, a impressão desse modelo é muito rápida. É possível brincar com variações de cores, fazer peças transparentes e experimentar diversas texturas.

É um bom modelo para teste de impressoras pois permite utilizar altas velocidades de impressão.

#3 - Vaso

#4 – Spinner

O Spinner não podia faltar na nossa lista. Ele é o modelo para impressão 3D mais recente, mas que vem chamando a atenção do mundo inteiro. Sua ideia é reduzir o stress. Se ele realmente funciona com esse objetivo eu não sei, mas que há muitas impressoras por aí imprimindo esse modelo nesse exato momento, isso é certo!

No Thingiverse há diversos modelos de Spinner, desde modelos mais básicos até os customizados. Mas se você vai imprimir esse objeto para dar a uma criança, tenha cuidado com as peças pequenas.

#4 - Spinner

Os modelos para impressão 3D mais conhecidos!

Como vimos em nossa lista, todo maker que se preze já deve conhecer esses modelos para impressão 3D. Mas fique tranquilo, se você ainda não fez, dá tempo. Prepare sua impressora, utilize nossos filamentos e mãos a obra!

E então, conhece outros modelos que toda impressora 3D já produziu? Comente nosso post para participar dessa discussão. Se possível, coloque o link do arquivo junto com o comentário.

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