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Tag: Impressão 3D

Conheça os tipos de impressão 3D e os seus benefícios!

Conheça os tipos de impressão 3D e os seus benefícios!

Existem diversos tipos de impressão 3D, cada um com um princípio de funcionamento, resultados diferentes, insumos e componentes distintos. Conhecer cada um dos tipos é muito interessante para estar sempre por dentro da tecnologia e saber qual o tipo ideal para cada necessidade.


Um dos desafios iniciais que os recém-chegados enfrentam com a tecnologia de impressão 3D é distinguir entre os diferentes tipos de impressão 3D e materiais disponíveis.

Qual é a diferença entre tipos de impressão 3D FDM e SLS, por exemplo? Ou SLS e DLP? Ou então EBM e DMLS?

Pode ser bem confuso. Pois com tantas siglas diferentes, você seria perdoado por confundir os tipos de impressão 3D com um gênero musical.

A primeira coisa a entender é que a impressão 3D é na verdade um termo abrangente que designa um grupo de processos de impressão 3D. Então não existe a impressão 3D, e sim existem AS impressões 3D!

O padrão ISO / ASTM 52900, criado em 2015, visa padronizar toda a terminologia e classificar cada um dos diferentes tipos de impressoras 3D.

No total, sete categorias diferentes de processos de manufatura para impressão 3D foram identificadas. Assim dentro desses sete processos foram agrupados diversas outras subcategorias que são utilizadas atualmente.

Neste artigo vamos explicar os principais tipos de impressão 3D e quais os seus pontos positivos e negativos. Sendo eles:

  • Fabricação com Filamento Fundido (FDM ou FFF);
  • Estereolitografia (SLA);
  • Processamento de Luz Direta (DLP);
  • Sinterização Seletiva a Laser (SLS);
  • Sinterização Direta a Laser de Metal (MDLS);
  • Derretimento Seletivo a Laser (SLM);
  • Fusão de feixe de elétrons (EBM);
  • Fabricação de Objetos Laminados (LOM);
  • Jato de tinta (Inkjet);
  • Polyjet.

Continue com a leitura para descobrir quais são esses tipos de impressão 3D e como cada um pode ser utilizado!

FDM ou FFF (Fused Deposition Modeling)

A extrusão de material é um processo de impressão 3D onde um filamento de material termoplástico sólido é empurrado através de um bocal aquecido, derretendo-o no processo. Então a impressora deposita o material em uma plataforma de construção ao longo de um caminho predeterminado, onde o filamento resfria e solidifica para formar um objeto sólido.

  • Tipos de impressão 3D: FDM (Fused Deposition Modeling), às vezes chamada FFF (Fused Filament Fabrication);
  • Materiais: filamento termoplástico (PLA, ABS, PETG, Flexível, HIPS – entre outros);
  • Precisão dimensional: ± 0.5% (limite inferior ± 0.5 mm);
  • Aplicações comuns: todo os tipos de peças, sendo o tamanho limitado pela área de impressão;
  • Pontos fortes: melhor acabamento superficial, cores diverdificadas e multi-materiais disponíveis;
  • Pontos fracos: tamanho de peça limitado pela área de impressão e peças menos resistentes que as usinadas.

Conhecendo a história…

O FDM é um processo de impressão 3D desenvolvido pela Scott Crump, e depois implementado pela Stratasys Ltd., nos anos 80. Assim ele utiliza materiais plásticos térmicos de qualidade de produção para imprimir objetos 3D.

FDM é um dos tipos de impressão 3D que usa termoplásticos adequados para produção, portanto, os itens impressos têm excelentes atributos mecânicos, térmicos e químicos.

Os dispositivos de extrusão de materiais são os tipos de tecnologia de impressão 3D mais comumente disponíveis e os mais baratos. Portanto eles são populares para produzir protótipos funcionais, modelos conceituais e para todos os tipos de peças. Portanto é uma tecnologia que pode criar detalhes precisos e possui uma excepcional relação resistência / peso.

Antes do início do processo de impressão do FDM, o usuário precisa dividir os dados de seu modelo 3D em várias camadas usando um software fatiador. Então os dados CAD cortados vão para a impressora para serem impressos.

Um carretel de filamento é carregado na impressora 3D e alimentado através de um bico no cabeçote de extrusão. O bico da impressora é aquecido a uma determinada temperatura. Então um motor empurra o filamento através do bico aquecido, fazendo com que derreta. A impressora move a cabeça de extrusão ao longo das coordenadas especificadas, depositando o material fundido na mesa de impressão, onde resfria e solidifica.

Quando uma camada é concluída, a impressora continua a fazer a próxima camada. Esse processo de impressão de seções é repetido, construindo camada sobre camada, até que o objeto esteja totalmente formado. Dependendo da geometria do objeto, às vezes é necessário adicionar estruturas de suporte, por exemplo, se um modelo tiver partes salientes inclinadas.

Como são as peças?

Peças FDM brutas podem mostrar linhas de camadas razoavelmente visíveis em alguns objetos. Elas obviamente precisarão de lixamento manual e acabamento após a impressão. Portanto, esta é a única maneira de obter um produto final suave com uma superfície uniforme.

Quando comparado ao SLA (tecnologia que veremos em seguida), o FDM tem uma velocidade de impressão mais lenta. O tempo total de impressão depende do tamanho e da complexidade do seu modelo. Objetos pequenos podem ser concluídos com relativa rapidez, enquanto peças maiores e mais complexas precisam de mais tempo.

A tecnologia FDM é hoje amplamente difundida e usada em indústrias como fabricantes de automóveis, produtores de alimentos e fabricantes de brinquedos. Portanto o FDM é usado para desenvolvimento de novos produtos, prototipagem e até mesmo na fabricação de produtos finais.

Através do uso deste método de impressão 3D, tornou-se possível construir objetos com geometrias e cavidades complexas. Assim podemos usar muitos tipos diferentes de termoplásticos com impressoras FDM. Os mais comuns são o ABS (acrilonitrila-butadieno-estireno) e o PLA (ácido polilático).

Os objetos acabados do FDM são funcionais e duráveis. Com a assistência do FDM, você pode imprimir não apenas protótipos operacionais, mas também produtos prontos para uso. O que há de melhor nessa tecnologia é que todos os componentes impressos com FDM podem ser de alto desempenho.

SLA e DLP

 

 

São tipos de impressão 3D em que uma resina de fotopolímero é seletivamente curado por uma fonte de luz. As duas formas mais comuns desse tipo de polimerização são SLA (Estereolitografia) e DLP (Digital Light Processing). A diferença fundamental entre esses tipos de tecnologia de impressão 3D é a fonte de luz que eles usam para curar a resina. As impressoras SLA usam um laser de pontos, em contraste com a abordagem voxel usada por uma impressora DLP.

  • Tipos de impressão 3D: Estereolitografia (SLA), Processamento de Luz Direta (DLP);
  • Materiais: resina de fotopolímero (Padrão, Transparente, Alta Temperatura);
  • Precisão dimensional: ± 0,5% (limite inferior ± 0,15 mm);
  • Aplicações comuns: protótipos de polímero tipo injeção, jóias (fundição de investimento), aplicações dentárias, aparelhos auditivos – entre outros;
  • Pontos fortes: acabamento superficial suave;
  • Pontos fracos: frágil, não é adequado para peças mecânicas.

SLA (Stereolithography)

O SLA possui a distinção histórica de ser a primeira tecnologia de impressão 3D do mundo. A estereolitografia foi inventada por Chuck Hull em 1986, que realizou a patente da tecnologia e fundou a empresa 3D Systems para comercializá-la.

O SLA é um processo de prototipagem rápida. Assim aqueles que usam essa tecnologia são certos quanto à exatidão e precisão. Ela pode produzir objetos a partir de arquivos de dados CAD 3D (gerados por computador) em pouco tempo. As máquinas que usam essa tecnologia produzem modelos, padrões, protótipos e várias peças de produção exclusivas.

Elas fazem isso convertendo fotopolímeros líquidos em objetos 3D sólidos, uma camada por vez. O fotopolímero é primeiro aquecido para transformá-lo em uma forma semi-líquida, e então endurece ao contato. A impressora constrói cada uma dessas camadas usando um laser ultravioleta, direcionado por espelhos de varredura X e Y.

Como funciona?

Logo antes de cada ciclo de impressão, uma lâmina de recobrimento se move pela superfície para garantir que cada camada fina se espalhe uniformemente pelo objeto. Então o ciclo de impressão continua desta forma, criando objetos 3D de baixo para cima.

Depois de concluído a parte 3D normalmente terá um banho químico para remover qualquer excesso de material. Também é prática comum pós-cura do objeto em um forno ultravioleta. Isso porque o item finalizado se torna mais forte e mais estável. Dependendo da peça, ela pode passar por um processo de lixamento manual e fazer uma pintura profissional.

A impressão SLA tornou-se uma opção econômica preferida para uma ampla variedade de indústrias. Alguns destes incluem automotivo, médico, aeroespacial, entretenimento e também para criar vários produtos de consumo.

A maioria das impressoras SLA usa um laser de estado sólido para curar peças. A desvantagem desses tipos de tecnologia de impressão 3D usando um laser de pontos é que pode levar mais tempo para rastrear a seção transversal de um objeto quando comparado ao DLP.

DLP (Digital Light Processing)

A DLP é um dos mais antigos tipos de impressão 3D, criado por um homem chamado Larry Hornbeck em 1987. É semelhante ao SLA, já que também trabalha com fotopolímeros e tornou-se conhecida por seu uso na produção de projetores.

Enquanto o SLA usa luz ultravioleta, o DLP usa uma fonte de luz mais tradicional, geralmente lâmpadas de arco. Este processo resulta em impressionantes velocidades de impressão. Quando há muita luz, a resina endurece rapidamente (estamos falando em segundos).

Olhando para máquinas de processamento digital de luz, esses tipos de tecnologia de impressão 3D são quase o mesmo que o SLA. A principal diferença é que o DLP usa um projetor de luz digital para gerar uma única imagem de cada camada de uma vez (ou vários flashes para partes maiores). Como o projetor é uma tela digital, a imagem de cada camada é composta de pixels quadrados, resultando em uma camada formada por pequenos blocos retangulares chamados voxels.

Em comparação com a impressão SLA, o DLP atinge tempos de impressão mais rápidos para a maioria das peças. Isso porque ele expõe camadas inteiras de uma só vez. Com a impressão SLA, um laser precisa extrair cada uma dessas camadas e isso leva tempo.

Outro ponto positivo para a tecnologia de impressão DLP é que ela é robusta e produz modelos de alta resolução todas as vezes. Também é econômico com a capacidade de usar materiais mais baratos para objetos complexos e detalhados. Isso é algo que não apenas reduz o desperdício, mas também reduz os custos de impressão.

SLS (Selective Laser Sintering)

É um dos tipos de impressão 3D em que uma fonte de energia térmica induz seletivamente a fusão entre partículas de pó dentro de uma área de construção para criar um objeto sólido.

Muitos dispositivos de Fusão em Cama de Pó também empregam um mecanismo para aplicação e alisamento de pó simultâneo a um objeto que está sendo fabricado, então o item final é envolto e suportado em pó não utilizado.

  • Tipos de impressão 3D: Sinterização Seletiva a Laser (SLS);
  • Materiais: pó termoplástico (Nylon 6, Nylon 11, Nylon 12);
  • Precisão dimensional: ± 0.3% (limite inferior ± 0.3 mm);
  • Aplicações comuns: peças funcionais; desenhos ocos; produção de peças de baixa produção;
  • Pontos fortes: partes funcionais, boas propriedades mecânicas e geometrias complexas;
  • Pontos fracos: prazos de entrega mais longos, custo mais alto que o FFF para aplicações funcionais.

Conhecendo a história…

Um empresário, inventor e professor americano chamado Dr. Carl Deckard desenvolveu e patenteou a tecnologia SLS em meados dos anos 80. É uma técnica de impressão 3D que usa lasers de CO2 de alta potência para fundir partículas.

Então, à medida que as patentes industriais expiram, esses tipos de tecnologia de impressão 3D estão se tornando cada vez mais comuns e de menor custo.

A produção consiste em utilizar um recipiente de pó de polímero aquecido a uma temperatura logo abaixo do ponto de fusão do mesmo. Em seguida, uma lâmina de recobrimento ou limpador deposita uma camada muito fina do material em pó – geralmente 0,1 mm de espessura – sobre uma plataforma de construção. Um raio laser de CO2 começa então a escanear a superfície. O laser irá seletivamente sinterizar o pó e solidificar uma seção transversal do objeto.

Assim como o SLA, o laser é focado no local correto por um par de galvos. Quando toda a seção transversal é digitalizada, a plataforma de construção se moverá para baixo. A lâmina de recobrimento deposita uma nova camada de pó no topo da última camada escaneada, e o laser irá sinterizar a próxima seção transversal do objeto sobre as seções transversais previamente solidificadas. Essas etapas são repetidas até que o objeto seja totalmente fabricado.

A plataforma de construção, ou mesa, diminui gradualmente com cada varredura a laser sucessiva. Assim o processo se repete uma camada de cada vez até atingir a altura do objeto. Há suporte não sinterizado de outros pós durante o processo de construção que envolve e protege o modelo. Isso significa que os objetos 3D não precisam de outras estruturas de suporte durante a construção.

Como são as peças?

O SLS produz peças duráveis ​​e de alta precisão e pode usar uma ampla variedade de materiais. É uma ótima tecnologia para peças e protótipos de uso final totalmente funcionais. Ele é bastante semelhante à tecnologia SLA no que diz respeito à velocidade e qualidade. A principal diferença é com os materiais, já que o SLS usa substâncias em pó, enquanto o SLA usa resinas líquidas.

Como os tipos de impressão 3D listados acima, o método começa com a criação de um arquivo CAD, que então deve ser convertido para o formato .stl com softwares específicos. O material usado para impressão pode variar de nylon, vidro e cerâmica a alguns metais como alumínio, prata ou aço.

Devido à grande variedade de materiais que podem ser usados ​​com este tipo de impressora 3D, a tecnologia é bastante popular para a impressão 3D de produtos personalizados. O SLS está mais difundido entre os fabricantes do que as pessoas que utilizam a impressão 3D como hobby, já que essa tecnologia exige o uso de lasers de alta potência, o que faz com que essas impressoras sejam caras.

DMLS, SLM e EBM

São processos de impressão 3D que produzem objetos sólidos, usando uma fonte térmica para induzir a fusão entre partículas de pó metálico uma camada de cada vez.

A maioria dessas tecnologias empregam mecanismos para adicionar pó à medida que o objeto é construído, resultando no componente final envolvido no pó de metal. No entanto, as principais variações nessas tecnologias vêm da utilização de diferentes fontes de energia: lasers ou feixes de elétrons.

  • Tipos de impressão 3D: Direct Metal Laser Sintering (DMLS), Selective Laser Melting (SLM), Electron Beam Melting (EBM);
  • Materiais: metal em pó: alumínio, aço inoxidável, titânio;
  • Precisão dimensional: ± 0,1 mm
  • Aplicações comuns: peças de metal funcionais (aeroespacial e automotivo), medicina e odontologia;
  • Pontos fortes: partes mais fortes e funcionais e geometrias complexas;
  • Pontos fracos: pequenos tamanhos de construção e maior preço entre todas as tecnologias.

DMLS (Direct Metal Laser Sintering)

A DMLS (Direct Metal Laser Sintering) e a SLM (Selective Laser Melting) produzem objetos de maneira semelhante ao SLS. No entanto, a principal diferença é que esses tipos de tecnologia de impressão 3D são aplicados à produção de peças de metal.

Para funcionar ela necessita de um laser poderoso (Yb-fibre laser) que consiga fundir as partículas dos metais para formar as camadas do objeto. Portanto sua grande vantagem é que permite criar peças finais complexas, que nos modelos tradicionais de fabricação seriam bem complicadas de produzir.

Possui um custo altíssimo tanto da impressora quanto das peças impressas, por isso é usada em poucas áreas, sendo estas principalmente a indústria aeroespacial, a medicina e a odontologia.

SLM (Selective Laser Melting)

O SLM é um dos tipos de impressão 3D que usa o laser para obter uma fusão completa do pó metálico, formando uma parte homogênea. Assim ele resulta em uma peça que tem uma temperatura de fusão única (algo que não é produzido com uma liga).

Essa é a principal diferença entre o DMLS e o SLM. O primeiro produz partes de ligas metálicas, enquanto o segundo forma materiais de elemento único, como o titânio.

Ao contrário do SLS, os processos DMLS e SLM requerem suporte estrutural, a fim de limitar a possibilidade de qualquer distorção que possa ocorrer (apesar do fato de que o pó circundante fornece suporte físico).

As peças DMLS / SLM estão em risco de deformação devido às tensões residuais produzidas durante a impressão, por causa das altas temperaturas. As peças também são normalmente tratadas termicamente após a impressão, enquanto ainda são fixadas na mesa, para aliviar qualquer tensão.

EBM (Electron Beam Melting)

EBM é outro tipo de fabricação de aditivos para peças metálicas. Foi originalmente criado pela Arcam AB Inc. no início deste século. Assim como o SLM, este método de impressão 3D é uma técnica de fusão de leito de pó. Enquanto o SLM usa o feixe de laser de alta potência como fonte de energia, o EBM usa um feixe de elétrons, que é a principal diferença entre esses dois métodos. O restante dos processos é bem parecido.

O material usado no EBM é o pó metálico que derrete e forma camada por camada por meio de um computador, que controla o feixe de elétrons em alto vácuo. Ao contrário do SLS, o EBM vai para o derretimento total do pó de metal. Assim o processo é geralmente conduzido sob alta temperatura de até 1000° C.

Comparado ao SLM, o processo do EBM é bastante lento e caro, e a disponibilidade de materiais é limitada. Portanto, o método não é tão popular, embora ainda seja usado em alguns processos de fabricação. 

Atualmente, os materiais mais bem distribuídos que são usados ​​para EBM são Titânio, Inconel 718 e Inconel 625 comercialmente puros. A aplicação de EBM é principalmente focada em implantes médicos e na área aeroespacial.

LOM (Laminated Object Manufacturing)

A fabricação de objetos laminados (Laminated Object Manufacturing, LOM) é mais um sistema de prototipagem rápida desenvolvido pela empresa Helisys Inc., sediada na Califórnia.

Durante o processo LOM, camadas de papel revestido com adesivo, plástico ou laminados de metal são fundidos usando calor e pressão e, em seguida, cortados com um laser controlado por computador ou faca. O pós-processamento das peças inclui etapas como usinagem e furação.

O processo LOM inclui várias etapas. Em primeiro lugar, o arquivo CAD é transformado em formato de computador, que geralmente é STL ou 3DS. As impressoras LOM usam folhas contínuas revestidas com um adesivo, que é colocado no substrato com um rolo aquecido. O rolo aquecido que é passado sobre a folha de material no substrato derrete seu adesivo. Então o laser ou a faca traçam as dimensões desejadas da peça. Além disso, o laser ajuda a remover facilmente as partes em excesso após a impressão ser feita.

Depois que uma camada é concluída, a plataforma é movida para baixo por cerca de um décimo de polegada. Uma nova folha do material é puxada pelo substrato e aderida a ele com um rolo aquecido. O processo é repetido várias vezes até que a peça 3D seja totalmente impressa. Quando qualquer material em excesso tiver sido cortado, a peça pode ser lixada ou selada com uma tinta. Se materiais de papel forem usados ​​durante a impressão, o objeto terá propriedades semelhantes a madeira, o que significa que ele precisa ser protegido da umidade. Então, cobri-lo com uma laca ou tinta pode ser uma boa ideia.

Provavelmente, o LOM não é o método de impressão 3D mais popular, mas um dos mais acessíveis e rápidos. Isso porque o custo de impressão é baixo devido a matérias-primas não caras. Objetos impressos com LOM podem ser relativamente grandes, o que significa que nenhuma reação química é necessária para imprimir peças grandes.

Jato de tinta (Inkjet)

Também chamada de Inkjet, esse tipo de impressora 3D derivou da impressora 2D a jato de tinta. No entanto, nesse caso, são os jatos que criam as formas do objeto. Existem duas modalidades desse tipo de impressora 3D:

  • a primeira delas utiliza um tipo de material aglutinante que é lançado pelo jato sobre um pó de resina plástica. Nos locais em que esse pó cai, ele se funde e solidifica, dando origem às formas. O processo repete-se camada por camada até que o objeto fique completamente pronto. Permite-se a utilização de diferentes tipos de materiais aglutinantes, como cerâmica e comida;
  • a segunda modalidade é aquela na qual o material liberado pelo jato é a própria tinta. Geralmente, elas possuem muitas cabeças de impressão que, atuando todas ao mesmo tempo, favorecem que um mesmo objeto seja composto por diferentes materiais.

Dos tipos de impressoras 3D, a impressora a jato de tinta é a que envolve maiores custos e também consome mais tempo. A matéria-prima é disponibilizada no formato de cartuchos, o que dá oportunidade para que os fabricantes explorem bem as possibilidades de maiores lucros.

Uma boa vantagem dessa impressora é que ela permite a impressão em cores. Apesar de não ser muito usada por causa de seu custo-benefício pouco atraente, é provável que, no futuro, ela seja muito popular para as impressões domésticas.

Polyjet

A impressão PolyJet é semelhante à impressão a jato de tinta, mas, em vez de jatear gotas de tinta sobre o papel, as impressoras 3D PolyJet jateiam camadas de um fotopolímero líquido curável sobre uma bandeja de montagem.

Suas principais vantagens são a de permitir imprimir uma mesma peça com cores e texturas diferentes e o excelente acabamento final das peças. No entanto, ela possui um alto custo de impressão.

Agora que você já sabe que não existe apenas um tipo de impressão 3D e sim tipos de impressão 3D. Sabe também o quanto essa tecnologia pode ser amplamente utilizada, não vale mais tratar essa tecnologia como algo banal. Pois, tenho certeza que de alguma forma ela pode ser incorporada no seu dia a dia.

Então, que tal aprender agora a como escolher a impressora 3D ideal para sua utilização e aproveitar tudo que ela tem a te oferecer?

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Tudo o que você precisa saber para impressão 3D de peças grandes!

Tudo o que você precisa saber para impressão 3D de peças grandes!

Você sabe como é feita a impressão 3D de peças grandes? É possível criar pelas muito além da área útil da mesa de impressão, mas para isso você precisa conhecer algumas técnicas e dicas. Reunimos neste conteúdo algumas das melhores maneiras para fazer isso.


Ao determinar o que é possível com uma impressora 3D, pense além da área de impressão! Assim como uma ponte consiste em muitos blocos de construção individuais, dividir um modelo em partes menores que podem ser combinadas após a impressão é uma ótima solução para impressão 3D de peças grandes que não cabem em sua mesa de impressão.

A divisão de uma peça também pode ser a melhor maneira de obter um resultado de alta qualidade. Mesmo se a peça puder ser impressa de uma única vez. Esse é o caso quando as superfícies precisam estar livres de marcas de suporte, um design tem saliências complexas ou um modelo contém muitas cavidades.

Neste guia, abordaremos algumas técnicas para dividir partes e examinar alguns dos métodos para combinar cada uma das suas partes. Então, boa leitura!

Como dividir as partes para impressão 3D de peças grandes

Uma das principais razões pelas quais as pessoas decidem dividir seus modelos é aumentar o tamanho da plataforma de criação da impressora. Pois ao cortar peças em pedaços menores, você pode imprimir coisas muitas vezes maiores do que sua máquina normalmente permitiria.

Modelo: Torre Eiffel

As pessoas também dividem as partes para facilitar a impressão. A Torre Eiffel, por exemplo, tem um número de saliências diferentes. Ela requer estruturas de suporte se impressas em uma só peça. Ao dividir a torre, as peças podem ser impressas individualmente e orientadas de forma a ter menos saliências e não requererem suportes. As peças são unidas no final para fazer a torre completa. Assim a impressão acaba sendo mais rápida do que imprimir tudo em uma única peça!

Dividindo seu modelo

Existem dois métodos para impressão 3D de peças grandes que necessitam de divisão. Adicione recursos ao design que permitirão que as impressões se alinhem. Ou simplesmente divida as peças com cortes retos, exigindo que você os alinhe durante o processo de fixação. Independentemente do método escolhido, se você tiver um grande número de partes, convém adicionar um identificador exclusivo (letras, números) a cada parte, assim será possível resolver o quebra-cabeça durante a montagem.

Adicionar alinhadores

Use a ferramenta CAD de sua preferência para dividir seu modelo e adicionar alinhadores básicos como pinos, ranhuras e bordas. Ou alinhadores mais complexos, como encaixes e recortes que acompanham os vincos existentes no modelo.

Usar cortes retos

Cortar seu modelo ao longo de linhas retas é mais prático do que adicionar alinhadores. Pois cortes retos também são mais tolerantes quando as impressões ficam levemente distorcidas ou geralmente têm um grau mais alto de variação dimensional.

Adicionar identificadores a cada parte ajuda a resolver o quebra-cabeça durante a montagem.

No lado negativo, os cortes retos podem consumir muito tempo quando se trata de montagem, já que você precisa alinhar manualmente cada peça. Certificar-se de que eles permaneçam na posição correta até que a cola os una completamente.

Anexar as partes de uma impressão 3D de peças grandes

Existem alguns adesivos usados ​​para unir partes de impressão 3D de peças grandes. Um dos mais populares é a super cola. Certifique-se de que o ingrediente principal, o etil-cianoacrilato, funciona bem para as suas peças impressas em 3D. Muitos materiais FDM, como PLA e ABS, podem ser fixados com super-cola.

No entanto, certos materiais não se ligam bem com as super colas. Os mais comuns incluem materiais flexíveis e nylons. Os métodos de fixação para estes são geralmente mais especializados. Por exemplo, existem colas específicas de nylon, e um epóxi de alta resistência pode ter melhor desempenho nos casos em que a super cola não é eficaz.

Comparando os métodos de ligação

Para as partes maiores e a adesão mais forte, use 5-30 minutos de epóxi. Ele tem o tempo de trabalho mais longo, o que ajuda a ajustar a posição de peças maiores. Mas também leva a um processo de montagem geral mais lento. A maioria dos epóxis de 5 minutos não muda de forma após esse tempo e atinge aproximadamente 75% de secagem em menos de uma hora.

A próxima opção é o cianoacrilato (CA, ou super cola), que cria uma ligação rápida e razoavelmente forte. Essa cola é ideal para áreas de ligação pequenas e médias. Limpe a peça completamente antes de aplicá-la à superfície, pois a super cola não une bem superfícies sujas. A CA tem resistência moderada ao impacto, mas não é recomendada para objetos de alto impacto.

Para áreas de ligação menores, você também pode simplesmente usar uma resina líquida. Despeje uma pequena quantidade de resina em uma bandeja e use um conta-gotas ou seringa para pegar e colocar na superfície que deseja unir. Junte as peças e limpe qualquer excesso de resina que possa se espalhar pelas bordas. Para solidificar a resina use uma caneta de luz laser UV de 5mW (405nm de comprimento de onda). Então direcione-a para a área de colagem ao redor das peças.

Esse método criará uma ligação química, mas só é aplicável a pequenas superfícies de união. Pois a caneta de luz de baixa potência não pode penetrar no modelo com profundidade suficiente para criar uma ligação forte.

Nota: Ao lidar com resinas, certifique-se de usar equipamentos de proteção, incluindo proteção apropriada para os olhos e luvas.

Mesmo depois da colagem, você pode notar que há um pequeno espaçamento entre suas partes. Uma boa ferramenta para remover esses espaçamentos são os materiais de enchimento de plástico. Pois isso é especialmente útil se você for pintar sua parte depois. Eles são aplicados em camadas finas no objeto e depois ele é lixado para combinar com os contornos do seu modelo. Assim cria-se uma superfície uniforme que preenche as lacunas e prepara sua peça para a pintura.

Quando terminar de lixar o modelo, lave-o com água e sabão para remover qualquer poeira ou detrito. Seque-o completamente antes de passar para a última etapa.

Dar acabamento estético: priming, mascaramento e pintura

A preparação garante a aderência da tinta à superfície e pode alertá-lo para onde você pode precisar lixar mais ou aparar as marcas de suporte. Primer plástico genérico em cinza fosco mostra detalhes excepcionalmente bem. Então aplique-o à superfície em vários revestimentos finos para obter os melhores resultados. Continue lixando nas áreas críticas, aplique uma leve camada de primer novamente e repita esse processo até que a peça inteira tenha uma superfície uniforme.

Nota: Ao preparar e pintar, use equipamentos de proteção, incluindo um respirador projetado para os vapores de tinta. Assim você ficará livre de quaisquer acidentes durante o processo.

Primer cinza genérico mostra detalhes excepcionalmente bem e irá ajudá-lo a descobrir pontos onde o lixamento adicional é necessário.

Para um acabamento com várias cores, você precisará utilizar alguma fita para tampar as partes que não serão pintadas no primeiro momento. Então, planeje a ordem na qual você pintará seu modelo. Dependendo da cor, da opacidade e do tamanho da área que terá a cor específica.

Quando se trata de mascarar, descobrir a ordem correta é sua prioridade. Nesse exemplo as peças foram primeiro pintadas de prata e as seções que permaneceram prateadas na parte final foram então cobertas com fita adesiva para ocultá-las da próxima camada de tinta.

Assim como na preparação, aplique várias camadas finas em vez de uma camada grossa para obter os melhores resultados. A maioria das tintas em spray funciona melhor em condições quentes, ligeiramente úmidas e não com vento, mas sempre verifique a lata de tinta específica ou as recomendações técnicas do fabricante. Considere o tempo que a tinta demora para secar: deixe as camadas fixarem antes de aplicar a mesma cor e deixe a tinta secar completamente antes de aplicar uma nova cor.

Em resumo, o mais indicado quando for fazer uma impressão 3D de peças grandes, é sempre analisar seu projeto! Identificar em qual camada deve fazer o corte, se precisará de encaixes ou se poderá apenas colar as partes, qual o tipo de filamento para saber qual cola utilizar… Enfim, após todas as nossas dicas acredito que você já é capaz de imprimir lindas peças, independente se ela pode ser impressa de uma única vez ou não.

Agora que você já aprendeu as melhores maneiras de realizar uma impressão 3D de peças grandes, que tal começar a testar as dicas e nos contar como ficaram os resultados marcando nossa página do Facebook ou nosso Instagram?

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Impressões simultâneas ou múltiplos processos de impressão 3D: saiba escolher o melhor!

Algumas dicas avançadas na impressão 3D ajudam bastante a garantir melhores peças e melhor aproveitamento da máquina. Uma dessas dicas é trabalhar com impressões simultâneas ou múltiplos processos de impressão. Neste artigo nós vamos mostrar do que isso se trata, os motivos de utilizar e como fazer isso.

O que você faz quando precisa imprimir várias peças em sua impressora 3D? Imprime uma por uma? Fica acordado a noite toda preocupado em não perder tempo para iniciar uma nova impressão? Se você faz isso, iremos te ajudar a não precisar fazer mais em grande parte de suas impressões. Aprender a utilizar múltiplos processos de impressão 3D ou imprimir mais de uma peça ao mesmo tempo pode te ajudar a poupar muitas horas de trabalho!

Impressões simultâneas ou múltiplos processos de impressão 3D

Imagine-se imprimindo todas as peças de um jogo de xadrez durante a noite uma de cada vez. Agora imagine-se imprimindo todas essas mesmas peças e encontrando todas prontas pela manhã sem precisar ficar acordado para isso. Qual seria mais interessante?

O software Simplify3D oferece uma ampla gama de opções para impressão com múltiplos processos. Assim você pode escolher o melhor método para suas necessidades específicas. Existem 4 modos diferentes de impressão em várias partes sobre as quais falaremos.

  • Modo de impressão de processo único;
  • Múltiplos processos de impressão 3D com modo de impressão contínua;
  • Múltiplos processos de impressão 3D com modo de impressão sequencial;
  • Múltiplos processos de impressão 3D com uma única peça.

Os múltiplos processos referem-se ao número de processos FFF que você configurará para controlar a impressão de suas peças.

O software Simplify3D tem a capacidade única de permitir que você use configurações diferentes para cada modelo que você imprimir. Por exemplo, se as peças Rei e Rainha em seu jogo de xadrez exigirem configurações diferentes, você poderá configurá-las facilmente no software e ainda imprimir essas peças simultaneamente.

Modo de impressão de processo único

Essa técnica é a mais fácil de todos os quatro métodos e provavelmente a que os usuários já estão familiarizados. Uma vez que ela é utilizada quando todas as peças ou partes a serem impressas usam exatamente as mesmas configurações de fatiamento e você necessita ter a mesma confiabilidade e desempenho que uma impressão sequencial te oferece.

Como exemplo, utilizaremos quatro peças de LEGO idênticas. Os modelos são pequenos, simples e você pode organizá-los próximos uns dos outros. Portanto, nesse caso, o modo de impressão de processo único é uma ótima técnica a ser usada.

Impressões simultâneas ou múltiplos processos de impressão 3D: saiba escolher o melhor!

Peças LEGO impressas simultaneamente.

Para começar, importe o arquivo STL para o software. Para realizar a cópia do modelo basta ir em “Models” e duplicar o modelo selecionado. Nesse caso foram feitas 3 cópias. Em seguida adicione um novo processo FFF e configure suas opções de fatiamento. A última coisa que precisamos fazer é selecionar quais modelos esse processo FFF específico usará. Isso porque se quiser imprimir as quatro peças de uma vez você deve se certificar de que todas estejam selecionadas na lista ou simplesmente clique no botão para selecionar tudo.

Se você observar a pré-visualização do código G, deve notar que a extrusora imprime todas as quatro peças simultaneamente. Para cada camada, a extrusora imprime uma seção de cada bloco e repete esse processo. Isso resulta em um monte de movimento para trás e para frente entre as diferentes peças, mas, desde que elas estejam posicionadas razoavelmente próximas.

Múltiplos processos de impressão 3D com modo de impressão contínua

Múltiplos processos de impressão 3D com modo de impressão contínua

Modelo: cavalo e peão.

Ainda pensando no jogo de xadrez, para essa técnica utilizaremos como exemplo o Cavalo e o Peão. O primeiro passo é importar os arquivos STL para o software e observar os recursos dos diferentes modelos. Você notará que o peão é muito simplista com curvas e características graduais. A peça do cavalo, por outro lado, tem várias características detalhadas, como olhos, crina e dentes. Também tem uma saliência bastante severa no queixo do modelo.

Nesse caso, pode ser vantajoso usar diferentes configurações de fatiamento para esses dois modelos, para que possamos garantir que ambos imprimam com a melhor qualidade possível.

Primeiro, é preciso configurar o peão. Crie um novo processo FFF e chame-o de “Processo Peão”, por exemplo. Use o botão “Select Models” para se certificar de que este processo FFF se aplica apenas ao arquivo STL peão. Agora basta definir as configurações ideais para este modelo.

O próximo passo é alterar as configurações da peça do cavalo. Adicione um novo processo FFF e chame-o de “Processo Cavalo”, por exemplo. Como no processo anterior utilize o botão “Select Models” para se certificar que esse processo se aplica apenas ao arquivo STL do cavalo, pois as configurações dessa parte serão bem diferentes do peão. Salve suas configurações e retorne ao espaço de trabalho principal.

Múltiplos processos de impressão 3D com modo de impressão contínua

A última coisa que precisamos fazer é clicar no botão de preparar para imprimir. Assim o software detectará que você tem vários processos FFF e perguntará quais deles você deseja mesclar. Selecione o “Processo Peão” e o “Processo Cavalo”.

Na parte inferior desta janela, há também uma opção para configurar como esses vários processos serão combinados. Se selecionarmos o modo de impressão contínua, cada processo será mesclado, uma camada após a outra. O resultado será muito semelhante ao modo de impressão de processo único que descrevemos na seção anterior, no entanto, agora temos configurações otimizadas para cada modelo individual.

Múltiplos processos de impressão 3D com modo de impressão sequencial

Múltiplos processos de impressão 3D com modo de impressão sequencial

Diferença entre os modos de impressão contínua (esquerda) e sequencial (direita).

Esse modo de impressão é muito útil, pois ele pode ajudar a melhorar a confiabilidade e a qualidade de impressão. No entanto, talvez seja necessário reorganizar seus modelos para usar essa técnica.

Durante a impressão sequencial, o software imprimirá várias camadas de um único modelo antes de fazer a transição. Por isso, pode imprimir 30 camadas do nosso modelo de peão antes de passar para o cavalo e imprimir 30 camadas dele. Isso reduz significativamente a quantidade de movimento entre os modelos, o que resulta em um acabamento superficial muito mais limpo.

Ele também melhora a confiabilidade da impressão geral, já que um modelo pode falhar sem arruinar todo o lote de peças. Na imagem acima as peças ilustram a diferença entre os modos de impressão contínua (esquerda) e sequencial (direita). As linhas vermelhas finas representam movimentos rápidos em que o bico está se movendo para um novo local para começar a imprimir. Portanto como você pode ver, o modo de impressão sequencial resulta em muito menos movimentos entre as partes para impressões mais rápidas e com melhor aparência.

Múltiplos processos de impressão 3D com modo de impressão sequencial

Portanto, agora que você sabe como funciona a impressão sequencial, precisamos verificar seu hardware para determinar como reorganizar suas peças. Se o bico não tiver folga suficiente, a impressora acabará colidindo com uma das peças anteriormente impressas.

A imagem acima mostra várias configurações comuns de extrusora. Tenha em mente que pode haver acessórios externos, como ventiladores ou outras estruturas que reduzem a folga disponível de sua extrusora. As linhas laranja na imagem representam duas partes sendo impressas sequencialmente lado a lado, portanto o espaçamento entre essas partes é um fator adicional que determina se a impressão sequencial seria bem-sucedida. Por exemplo, as duas configurações inferiores não têm folga suficiente com o espaçamento de peça atual. No entanto, se o espaçamento entre as partes laranja for duplicado ou triplicado, as duas configurações inferiores obterão folga adicional.

Múltiplos processos de impressão 3D com modo de impressão sequencial

Você também pode organizar as peças de modo que uma seja posicionada na frente da outra, em vez de lado a lado. Como você pode ver, a maioria das impressoras pode usar a impressão sequencial. No entanto, pode ser necessário algum planejamento extra para garantir que os modelos sejam organizados de forma a evitar possíveis colisões.

Agora que você determinou a melhor maneira de organizar suas peças, o processo de configuração de impressão sequencial é muito fácil. Você pode seguir exatamente as mesmas etapas de “múltiplos processos, impressão contínua”, no entanto, precisamos selecionar uma opção diferente quando finalmente prepararmos nossos processos FFF. Em vez de selecionar o modo de impressão contínua quando escolhemos quais processos preparar, selecionamos a opção de impressão sequencial. Isso requer que insira um valor para a folga vertical descrita acima.

Múltiplos processos de impressão 3D com uma única peça

Simplificando, múltiplos processos de impressão 3D permitem que você altere determinadas configurações em diferentes alturas da impressão 3D. Isso porque ao ter um processo que diminui a velocidade de impressão, aumenta o preenchimento ou reduz a altura da camada principal em pontos específicos da sua impressão, você pode fazer com que certas áreas da peça tenham melhor qualidade.

Múltiplos processos de impressão 3D com modo de impressão sequencial

Modelo Flower box 2, disponível no Thingiverse.

Como você pode ver na foto, você pode dividir este modelo em 3 processos. Enquanto o Processo 1 e o Processo 3 podem permanecer iguais, o Processo 2 pode ser configurado para imprimir mais devagar para que você obtenha melhores detalhes na parte das flores.

Como definir a altura de vários processos

1) Primeiro, você deve configurar seu primeiro processo completamente. Este será o seu padrão para ajustar quaisquer processos adicionais para o seu modelo (há uma razão para isso, que será explicada na etapa 6).

2) Ao adicionar processos, o Simplify3D irá criar novos com base nas últimas configurações que você fez. Portanto, se você definir suas configurações corretamente no “Processo 1”, os subsequentes refletirão essas configurações. Tomando como base o exemplo acima é importante não editar as configurações do seu segundo processo antes de adicionar o seu terceiro processo, para não perder as configurações geradas no processo 1.

Como definir a altura de vários processos

3) Agora que todos os processos foram criados, vá para o primeiro, clique duas vezes nele e observe as configurações avançadas. Você vai precisar saber em qual altura em milímetros você quer que o primeiro processo pare e quando você quer que o segundo processo seja iniciado. Veja o exemplo:

Como definir a altura de vários processos

Depois de configurar isso, você pode clicar no botão OK para aplicar isso ao primeiro processo.

4) Faça o mesmo para o segundo processo, no entanto desta vez você precisará informar que esse processo precisa começar em 9mm e parar em qualquer altura desde a parte inferior do modelo até o topo da flor. Novamente é preciso determinar a altura de parada do processo.

Como definir a altura de vários processos

5) Faça isso para qualquer processo adicional, mas no nosso exemplo, existem apenas 3 processos. Quando você chegar ao último processo, basta desmarcar a caixa de parada de impressão. Então coloque a altura de parada do processo anterior como a altura inicial. Em nosso exemplo, como o processo 2 parou em 26mm, o processo 3 começará em 26mm e simplesmente terminará a impressão.

6) Agora, entre em seus processos e altere as várias velocidades, porcentagens de preenchimento ou altura da camada.

NOTA: A alteração de determinadas configurações pode causar conflito com outras configurações. Se você fizer uma impressão de teste e observar um comportamento estranho (pode ser alguma dessas configurações, desde temperaturas mudando aleatoriamente até a impressão incorreta da extrusora), considere anotar quais configurações você altera caso precise reverter as alterações posteriormente.

7) Quando estiver pronto, clique no botão “Prepare to Print”, selecione os 3 processos e clique em “OK”.

Como definir a altura de vários processos

Dicas finais

  •  Se você não souber quais alturas para definir os processos, poderá fazer isso temporariamente no seu processo central e gerar várias visualizações. Então basta alterar as configurações da altura para iniciar e parar, até que você obtenha as medidas corretas.
  • Como em qualquer outro processo, pode ser necessário realizar várias impressões de teste com esses processos, ajustando as configurações de cada uma para melhorar a qualidade.

Agora que você já sabe como utilizar todos os modos de impressão com várias peças ou múltiplos processos de impressão 3D, que tal descobrir também como desentupir o bico de sua impressora 3D?

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Lithophane: saiba como utilizar a tecnologia 3D para imprimir suas fotos!

Lithophane: saiba como utilizar a tecnologia 3D para imprimir suas fotos!

Já conhece o Lithophane? Com esse recurso você pode transformar fotos em 2D em peças impressas em 3D! Saiba como colocar isso em prática!


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Já pensou em utilizar a impressão 3D para materializar suas fotos 2D? Yes, this is possible! O lithophane é a arte de realizar trabalhos em 3D combinados com a luz, para juntos produzirem um objeto com diferentes tonalidades quando a claridade o atravessa. Em outras palavras, consiste em partir de uma foto ou imagem 2D, criar uma peça 3D. Imprimindo de forma mais espessa as áreas mais escuras da foto e as áreas mais claras sendo impressas mais finas, de forma que a luz a atravesse com mais facilidade.

Simplificadamente, é uma impressão 3D de uma foto que usa a espessura da impressão para mostrar vários tons quando iluminada por trás.

Apesar de não ser uma tarefa muito difícil de realizar, também não é algo trivial, pois há muitas maneiras diferentes de fazer. Uma vez que você faça certo, os resultados são fenomenais! Então confira as dicas para obter sucesso desde a primeira tentativa.

 

Etapa 1: escolha uma foto apropriada para um lithophane

 

  1. A foto impressa em 3D basicamente aparecerá em diferentes tons da mesma cor. Portanto, se houver algum detalhe importante que exija cor, a imagem pode não ser uma boa opção.
  2. É melhor escolher uma imagem com uma taxa de contraste razoavelmente alta.
  3. Uma imagem com muitos detalhes pode não ficar tão boa em lithophane. Então uma imagem simples com fundo uniforme seria a melhor opção.

Observe que esses são detalhes que devem ser lembrados e serão muito afetados pela qualidade de impressão da sua impressora e pelo tamanho do seu projeto. No entanto, se você tiver uma impressora bem calibrada, provavelmente poderá imprimir qualquer tipo de imagem. Para o exemplo usaremos uma imagem com alto grau de detalhes, o coala. Este é um bom teste para mostrar como uma imagem ruim apareceria, já que todos os tons cinza no pelo do coala causam muitos picos no STL.

Etapa 2: use o aplicativo correto

Para gerar o modelo 3D a partir da imagem, existem algumas opções disponíveis:

Softwares de código aberto:

Software pago:

Etapa 3: gere o modelo 3D

 

Para gerar o modelo 3D, foi utilizado o aplicativo Lithophanes. No entanto, você pode usar qualquer um dos outros listados. 

Na aba “Imagem” selecione a imagem que você deseja. Ela carregará e será exibida na janela principal. Então poderemos ajustar as várias configurações da imagem, como contraste e brilho. 

Há também uma opção chamada “Binarize” que pode ser útil se você quiser um lithophane puramente preto ou branco. Observe que, se você usar essa opção as demais serão ignoradas. 

O penúltimo botão é o de exibir o negativo da imagem. Finalmente, um botão de restauração para redefinir a imagem alterada para a original. 

A proporção máxima em pixels é uma configuração importante. O ideal é ter um máximo de 1 pixel para cada meia largura do bico. Isso significa que se você tiver um bico de 0,5 mm e quiser imprimir um lithophane de 100 mm de largura, precisará de menos de 400 pixels. Veja como fazer a conta:

100 / (0.5 / 2) = 100 / 0.25 = 400 pixels

Se você tiver um bico muito pequeno e/ou quiser imprimir um lithophane grande, o uso de 1000 pixels poderá causar um ligeiro aumento na qualidade. Caso contrário, 500 será mais do que suficiente. Note, entretanto, que quanto maior a resolução, mais tempo levará para fatiar o modelo.

Uma vez que você tenha uma imagem ao seu gosto, vá para a aba “3D – STL” onde você pode definir seus parâmetros de como o lithophane deve ser impresso.

Os parâmetros Z e espessura são os mais importantes aqui. Quanto maior você definir o valor de Z, mais tonalidades você poderá ter. Mas se você defini-lo muito alto, o lithophane ficará muito escuro para mostrar seu efeito completo com uma luz de fundo. Isso também aumentará o tempo de impressão consideravelmente. O parâmetro de espessura, no entanto, precisará ser o menor possível, para que não bloqueie a luz e não afete o seu lithophane.

Embora os parâmetros largura e altura sejam autoexplicativos, vale ressaltar que, para obter melhores resultados, uma impressão de 100×100 mm (ou próxima a ela, dependendo da proporção da imagem) é o ideal entre o tempo de impressão e os detalhes da impressão. Obviamente, quanto maior a impressão, mais detalhada ela será, no entanto, pode levar muito tempo para ser impressa. Você pode imprimir lithophanes menores de 50×50 mm, por exemplo, ou inferiores para impressões com detalhes baixos. 

No exemplo do coala, vale ressaltar que mesmo utilizando todos os parâmetros de forma correta, a impressão dessa imagem em lithophane ainda não seria de alta qualidade. Isso porque o grau de detalhamento, principalmente nos pelos não deixariam que houvesse contraste suficiente para o efeito da luz na peça.

Agora basta clicar no botão Gerar 3D para ver como cada parâmetro afeta seu modelo, e pode fazer isso até que esteja satisfeito. Em seguida, clique no botão de salvar STL. Certifique-se de esperar até que a barra de status diga “File Save” antes de carregar o STL no seu programa de fatiamento.

Etapa 4: fatie o seu modelo

Agora você tem um bom modelo 3D, mas ainda precisa ser capaz de imprimi-lo! Aqui estão algumas dicas muito importantes que você deve ter em mente ao fatiar seu modelo:

1. Defina o preenchimento para 100% retilíneo em ângulo de 30°

Primeiro de tudo, você tem que definir o preenchimento para 100%. Isso porque ele ajudará a evitar que o material caia no preenchimento de pequenas seções que podem atrapalhar completamente a impressão. Outra sugestão é usar um preenchimento retilíneo de 30° ou 35°.

2. Use a altura de camada mais baixa possível

Quanto menor a altura da camada que você usa, melhor será a sua resolução de impressão. Isso porque ela também permitirá que você determine quantos tons sua impressão terá.

3. Imprima o mais lentamente possível

A maior parte da impressão será muito detalhada, com muito pouca extrusão, e causará uma enorme quantidade de retrações. Assim para evitar bolhas em todo o lugar, ou obstruir sua extrusora devido a um excesso de retrações rápidas, é melhor diminuir a velocidade de impressão o máximo que puder. Quanto mais lento for, mais refinada será a qualidade da impressão.

4. Não dimensione o modelo no programa de fatiamento

Se você quiser dimensionar o modelo, basta voltar ao passo anterior e alterar o valor no aplicativo Lithophanes em vez de dimensionar o modelo no seu programa de fatiamento. Assim você não perderá nenhuma resolução na sua impressão.

Passo 5: imprima e divirta-se!

 

Observe se sua mesa está bem preparada para evitar deformações. Certifique-se também que sua impressora esteja bem calibrada. A temperatura de impressão também deve ser definida corretamente para minimizar possíveis falhas.

Outro detalhe importante é usar um bom filamento branco ou natural. Você também pode experimentar algumas cores claras, como amarelo. No entanto quando a imagem estiver em preto e branco, é melhor usar a cor branca para impressão.

A melhor maneira para imprimir um lithophane é na vertical! Porém, como a peça é muito fina, o ideal é utilizar o raft como apoio. Assim seu modelo terá menos chance de descolar da mesa e arruinar seu trabalho.

Após o término da impressão, basta colocar sua peça contra a luz para finalmente ver a imagem em toda a sua glória. A diferença entre um lithophane aceso e apagado é enorme. Geralmente, ele fica muito melhor com a luz do dia do que com uma lanterna. Mas, desde que a luz seja difusa e não seja muito brilhante, ele ficará perfeito!

As dimensões e a espessura afetam muito o tempo de impressão. A quantidade de detalhes na foto também afetará a impressão, como vimos na foto do coala.

Ainda tem dúvidas? Então confira esse vídeo!

Se você ainda acha que não será capaz de criar um bom lithophane, confira este vídeo abaixo do nosso parceiro, o Murilo do canal 3D Geek Show. Ele mostra o passo a passo para criar a sua impressão.

Como você pode ver, é importante escolher a imagem certa para usar em seu lithophane, pois isso pode afetar muito o tempo de fatiamento, o tempo de impressão e o resultado geral. Se você é paciente e tem uma impressora bem calibrada, então você pode usar praticamente qualquer imagem que quiser, apesar de que com imagens com muito contraste você obtém resultados muito melhores.

Agora é hora de botar a mão na massa e começar a praticar! Para te ajudar ainda mais, veja também o nosso conteúdo sobre qual a influência da altura de camada nas impressões 3D!

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Cientistas criam córneas em impressora 3D para reduzir as filas de transplante

Talvez um dos maiores problemas para a área médica seja reduzir o tamanho das filas de transplante! Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) houve diminuição de 2,4% na taxa de doadores efetivos, em relação a 2017. Tendo passado de 16,6 pmp (taxa por milhão de população) para 16,2 pmp. Por isso o Brasil tem se afastado da meta prevista para o ano que é de 18,0 pmp.

Visando colaborar para o aumento das taxas de transplantes muitos projetos estão em andamento, não só no Brasil mas em todo mundo. Um deles utiliza a impressão 3D como uma alternativa para a falta de doação de córneas humanas.

Neste artigo iremos contar um pouco mais sobre esse projeto. Confira!

O projeto

Buscar métodos para diminuir a quantidade de pessoas esperando em filas de transplante tem sido um desafio para associações médicas em todo o mundo. Por isso, pesquisadores britânicos estão com um projeto para a criação de córneas impressas em 3D. Segundo o site TecMundo “por meio de um método de bioimpressão relativamente simples, cientistas do Instituto de Medicina Genética da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, conseguiram criar uma “biotinta” que, usada numa impressora 3D, pode reproduzir com facilidade, em apenas 10 minutos, a forma de uma córnea humana.

A pesquisa se baseia na associação de células-tronco de uma córnea saudável a colágeno e alginato. O resultado dessa mistura é um gel que mantém as células-tronco vivas. Além disso ele também apresenta a textura ideal para passar pelo processo de impressão 3D.

o projeto

Cientistas do Instituto de Medicina Genética da Universidade de Newcastle

Cegueira Córnea x Filas de transplantes

Sendo a terceira maior causa de cegueira no mundo, a cegueira córnea faz pessoas sofrerem anos nas filas de transplante. Atualmente a lista de espera por um transplante de córnea no Brasil conta com quase nove mil pessoas.

Cegueira Córnea x Filas de transplantes

A córnea artificial desenvolvida pelos cientistas britânicos ainda passará por muitos ensaios antes de ser fabricada em grande escala. No entanto, os primeiros testes apontam para um projeto promissor que leva esperança para muitas pessoas em todo o mundo.

Quer saber mais? Confira a notícia completa divulgada pelo site TecMundo e compartilhe essa publicação nas suas redes sociais para mostrar esse grande avanço da tecnologia 3D na área médica!

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Aprenda a configurar a primeira camada da impressão 3D!

Identificar uma primeira camada perfeita é bem simples. Isso porque ela possui linhas planas de filamento e não há intervalos entre elas.


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Saber como configurar a primeira camada em sua impressão 3D é fundamental para o sucesso final da sua peça! Porém, quando ingressamos em uma nova tecnologia, nem sempre temos o conhecimento prévio necessário para ter sucesso logo no início.

Por isso, muitas vezes acabamos aprendendo na tentativa e erro mesmo! Até porque para quem está iniciando nem sempre termos técnicos fazem sentido e a maioria dos tutoriais que vemos na internet estão abarrotados deles sem a devida explicação.

Como nosso objetivo é sempre ajudar, vamos tentar tornar esse processo de aprendizagem e aperfeiçoamento o mais simples possível.

Então, vamos lá!

 

Como configurar a primeira camada

Um dos problemas mais comuns enfrentados por usuários de impressão 3D é a adesão da peça à mesa. Para obter uma boa aderência, as linhas da primeira camada precisam do máximo contato com a mesa possível.

Essa aderência pode ser obtida por meio de uma quantidade considerada de cola passada na mesa ou simplesmente fazendo o certo. Mas afinal o que é o certo?

O filamento é extrusado do bico em forma de tubo porque está sendo empurrado por um orifício redondo. Se o bico estiver muito alto, o filamento será colocado suavemente sobre a mesa e haverá muito pouco contato superficial entre o filamento e a mesa.

Você precisa que o bico esteja mais baixo para que o filamento extrusado seja comprimido contra a mesa e, assim, aumentar a área de contato da superfície. O primeiro passo sempre quando iniciamos uma impressão é verificar se a impressora está adequadamente calibrada e nivelada.

O processo de nivelamento depende de qual máquina está sendo utilizada. Atualmente, muitas impressoras já possuem o nivelamento automático. Mas, para as que não dispõem desse recurso, existem formas manuais para esse ajuste.

Um dos processos mais utilizados é colocar um cartão de visitas entre o bico da impressora e a mesa e medir as diferenças de altura nas quatro quinas. Com o aperto dos parafusos localizados abaixo da mesa é feito o ajuste e nivelamento.

Passo a passo da configuração

1. Certifique-se que sua mesa de impressão esteja limpa;

2. No menu da impressora (via LCD) ou no software de controle, mande todos os eixos (XYZ) para o home (ponto zero de cada eixo);

3. Em seguida, desabilite os motores, no menu, acione a opção desabilitar motores (disable steppers);

4. Desligue a impressora por precaução;

5. Com as mãos, puxe os eixos para cada um dos quatro cantos da mesa, movendo os eixos X e Y apenas;

6. Iremos, então, calibrar cada um destes quatro pontos:

7. Conduza o bico até o ponto 1 manualmente. Então, insira um cartão de visita entre o bico da impressora e sua mesa, raspe-o levemente. Deve haver uma leve pressão de esmagamento no cartão (bico e mesa esmagam o mesmo). Caso esteja muito justo ou livre demais, aperte ou solte a mola da mesa respectiva daquele canto. Repita este passo para cada um dos quatro cantos.

Com a mesa nivelada, vamos para a primeira camada…

8. Ligue a impressora, configure sua primeira impressão para camada (primary layer height) para 0,3 mm e a porcentagem da altura da primeira camada (first layer height) para 100%;

9. Inicie sua impressão e verifique se o filamento está sendo levemente esmagado contra a base de impressão. Repare se a quantidade de filamento depositado na mesa está abaixo do esperado. Se estiver é porque o bico está muito próximo à mesa, caso contrário (o filamento estiver solto/arredondado), repita o processo deixando o bico um pouco mais próximo à mesa;

 

 

10. Alguns software fatiadores, como o Cura, permitem manter a primeira camada da impressão sempre a 0,3 mm. Isso facilita as impressões, pois a altura do bico em relação à mesa será sempre a mesma. No software que não for possível, como no Simplify, ao alterar a resolução das camadas de sua impressão (primary layer height) altere também a altura via software do bico em relação à mesa (first layer height). Altere este valor em %, por exemplo: se sua impressão estiver com resolução em Z de 0,1 mm, altere o valor para aproximadamente 60%. Se 0,2 mm, para 80% e 0,3 para 100%. Assim, você precisará realizar este procedimento de nivelamento apenas uma vez.

11. Para impressões em PLA e PETG, tente, se possível, utilizar vidro sobre sua mesa de impressão (sempre limpo com desengordurante, enxaguado e seco com papel toalha) e para ABS utilize nossa cola 3DLab especial.

Agora que você já sabe configurar a primeira camada de sua impressão 3D, vamos a algumas dicas importantes, no próximo tópico.

Dicas extras para melhorar a qualidade da primeira camada

Nivelamento da mesa

Ter uma mesa nivelada é fundamental. Se a distância entre a ponta do bico e a mesa se desviar, mesmo que só um pouco, isso pode fazer com que o material extrudado não se conecte corretamente a mesa. Pode parecer óbvio mas a dica é sempre iniciar a configuração pelo nivelamento!

Velocidades mais baixas

Desacelerar a extrusora durante a impressão da primeira camada reduz as forças aplicadas ao material fundido. Reduzindo assim as chances de ele ser esticado demais e não aderir corretamente. 30% ou 50% da velocidade normal é o recomendado.

Taxas de extrusão corretamente calibradas

Se houver excesso de material na primeira camada, o bico poderá arrastá-lo na segunda passagem. Isso faz com que ele se levante da mesa (principalmente se o material tiver resfriado). Ao contrário, muito pouco material pode fazer com que a primeira camada se solte mais tarde na impressão, resultando em objetos desconectados ou deformados. Por estas razões, é importante ter uma taxa de extrusão bem calibrada.

Altura da primeira camada

Uma altura de camada mais espessa proporcionará mais fluxo e, consequentemente, mais calor, fazendo com que a extrusão se conecte mais à mesa. Recomenda-se aumentar a altura da primeira camada para coincidir com o diâmetro do bico. Por exemplo, se o bico é de 0,3mm recomenda-se uma mesma altura de camada.

Largura de extrusão maior

Quanto mais material tocar a mesa, melhor o objeto vai aderir a ela. Isso pode ser alcançado aumentando a largura de extrusão da primeira camada, seja por uma porcentagem ou uma quantidade fixa.

Um valor de aproximadamente 130% do diâmetro do bico para a largura de extrusão é um valor recomendável.

Sem refrigeração

Não faz sentido aumentar a temperatura da primeira camada e ter um ventilador ou outro mecanismo de refrigeração ligado durante a impressão, principalmente em impressoras abertas. Manter o ventilador e o ar condicionado do ambiente desligados é o recomendado.

A sua impressora está perto de uma porta que se abre regularmente? Ou talvez uma janela? Isso pode ser a causa da deformação nessa primeira camada. Tente movê-la para um local diferente ou criar um compartimento ao seu redor para isolá-la de fatores ambientais.

Utilize técnicas de auxílio

O Raft, por exemplo, é uma boa técnica de auxílio para adesão, especialmente em impressão utilizando o ABS. Apesar de ser um material e tempo extras, ele garante a adesão adequada da primeira camada.

Outra técnica que pode lhe ajudar durante a impressão da primeira camada é o Skirt. Ele ajuda a garantir que tudo está ocorrendo bem mesmo antes do início da impressão. Se a preocupação é a adesão, o Skirt é o caminho a percorrer.

O Brim é muito semelhante ao Skirt, porém ele está preso ao modelo, ao invés de estar ao seu redor. Se a intenção é ter maior adesão em um modelo que tenha pernas ou algo semelhante, mas que não possua uma grande área de superfície tocando a mesa, o Brim é uma ótima escolha.

Vale a pena ressaltar que filamentos de qualidade são fundamentais para o sucesso de sua impressão. Não adianta configurar tudo de maneira correta ou comprar uma máquina de última geração se para economizar você utiliza um filamento sem procedência comprovada. Essa também pode ser uma das causas para uma primeira camada não satisfatória!

Portanto, configurar a impressão da primeira camada não precisa ser um bicho de sete cabeças, basta para isso seguir as dicas e praticar!

Depois de aprender a como obter uma primeira camada de impressão 3D perfeita, que tal começar a utilizar as técnicas e nos contar como foi o resultado? Deixe nos comentários como foi sua experiência e caso tenha mais alguma sugestão para acrescentar, ela será muito bem vinda!

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Holanda vai inaugurar o primeiro condomínio de casas impressas em 3D

Holanda vai inaugurar o primeiro condomínio de casas impressas em 3D

Pode parecer surreal, mas a partir de 2019, moradores já poderão ocupar o primeiro condomínio de casas impressas em 3D, que será inaugurado na Holanda. O condomínio experimental conta com 5 casas e foi projetado por pesquisadores da Universidade Tecnológica de Eindhoven. A ideia do projeto é buscar novas soluções para o setor de construção civil e dar uma nova perspectiva para o mercado.

O Projeto das casas impressas em 3D

Atualmente o projeto das casas impressas em 3D apresenta algumas limitações. Um exemplo é que as partes das residências são impressas em um local diferente e levadas posteriormente para a construção. Isso faz com que o tempo de produção das casas seja mais longo e consequentemente gere mais custos. Mas, ainda assim, sendo inferiores aos modelos tradicionalmente usados pela construção civil. Porém, para otimizar ainda mais o processo, o objetivo é conseguir uma forma de levar as impressoras para o canteiro de obras e imprimir as habitações por lá mesmo.

Outra ideia é que em breve os próprios moradores consigam definir qual o formato que desejam que suas residências tenham. Pois assim o projeto de cada casa atenderá as necessidades individuais da família que a habitar.

Quer saber mais? Confira a notícia completa divulgada pelo site TecMundo e compartilhe essa publicação nas suas redes sociais para mostrar esse grande avanço da tecnologia para seus amigos!

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Visita à fábrica da 3D Lab – Innovartti

Recebemos o contato da Innovartti, uma empresa de desenvolvimento e criação de idéias, protótipos e outras coisas aqui de Belo Horizonte. Eles estavam bastante curiosos quanto ao processo de fabricação dos filamentos para impressora 3D. Tivemos a honra em recebê-los para uma visitá à fábrica da 3D Lab e eles fizeram um vídeo bem legal, com várias curiosidades sobre nossa empresa. Confira o vídeo e faça como a gente, se inscreva no canal deles no YouTube e nas redes sociais e também confira o nosso blog.

 

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Diâmetro de bicos capa

Aprenda a usar diferentes diâmetros de bicos para impressoras 3D!

Algumas das grandes dúvidas que surgem aos usuários de impressão 3D são: “que diferenças há entre os diferentes tipos de bicos disponíveis no mercado, qual utilizar em cada ocasião, e quais conselhos de uso e manutenção eles devem considerar?”

Um dos diâmetros padrões dos bicos para impressoras 3D é de 0,4 mm. A troca do bico leva apenas alguns minutos e pode trazer vários benefícios. Um bico menor é ótimo para impressões detalhadas (mais lentas), enquanto bicos maiores imprimem mais rápido, mas a qualidade sofre, não é mesmo?

Na realidade, é um pouco mais complicado. Em nosso artigo, demonstraremos os benefícios de bicos para impressoras 3D menores e maiores em situações reais. Mas primeiro, precisamos esclarecer algo que os usuários frequentemente erram – a correlação entre a altura da camada e o diâmetro do bico. Confira!

Altura da camada versus diâmetro do bico

A altura da camada não deve exceder 80% do diâmetro dos bicos para impressoras 3D. Se você estiver usando um bico de 0.4 mm, a altura máxima da camada deve ser de 0,32 mm. No entanto, com um bico de 0,6 mm, é possível alcançar uma altura de camada de 0,48 mm.

Altura da camada versus diâmetro do bico

Além dessas limitações, os dois parâmetros são independentes uns dos outros. Ajustar suas configurações separadamente trará resultados completamente diferentes. Os diâmetros dos bicos para impressoras 3D afetam o nível geral de detalhe quase exclusivamente no plano horizontal (paralelo à superfície de impressão).

O que isto significa? Com um bico menor, você poderá imprimir uma parte mais detalhada, desde que ela seja colocada na parte superior do objeto impresso. Ao contrário disso, a altura da camada afeta o nível de detalhe nos lados verticais e inclinados de um objeto. Quanto mais baixo você definir a altura da camada, melhor será o resultado geral. Por outro lado, faz pouco sentido imprimir objetos de formato retangular com altura de camada muito baixa. Haverá pouca ou nenhuma diferença no resultado final, mas o tempo de impressão será desnecessariamente longo.

Imprima até 4 vezes mais rápido!

Uma impressão com apenas alguns centímetros de altura pode levar várias horas para ser concluída. Por isso, porque ainda descartamos a possibilidade de imprimir utilizando bicos para impressoras 3D de grande diâmetro, mesmo com o fato de que a troca pode levar a uma melhoria significativa na velocidade de impressão?

Um bico para impressora 3D de maior diâmetro estabelece perímetros mais largos, o que significa que ele usa menos perímetros do que um bico de menor diâmetro para imprimir uma parede da mesma espessura.

Bicos para impressoras 3D com um diâmetro maior também permitem imprimir com maior altura da camada. Combinar esses dois efeitos leva a um tempo de impressão notavelmente menor.

Mas há uma pegadinha: se você mantiver a mesma altura da camada para imprimir algo com apenas um perímetro, como um vaso, você não perceberá nenhuma melhora na velocidade. Isso porque o bico tem que passar exatamente pela mesma sequência de movimentos, independente do diâmetro. Sim, o vaso terá uma parede ligeiramente mais grossa, mas o tempo de impressão será quase o mesmo.

Efeito nas propriedades mecânicas

Outra vantagem de usar bicos para impressoras 3D maiores é uma maior resistência dos objetos impressos. Os objetos impressos com o bico de 0,6 mm absorvem até 25,6% de energia mais do que aqueles impressos com um bico de 0,4 mm. E objetos impressos com bico de 0,25 mm absorveram 3,6% menos energia do que aqueles impressos com o de 0,4 mm.

Efeito nas propriedades mecânicas

Dados obtidos no teste de resistência ao impacto Charpy.

Suporte

Se você for para as configurações do fatiador, poderá notar que os suportes são deliberadamente subextrusados, para facilitar a remoção. E, claro, usar bicos para impressoras 3D diferentes afetam diretamente a largura das paredes de suporte.

Você pode transformar isso em uma vantagem. Simplesmente usando um bico menor, os suportes serão mais finos e fáceis de remover. A utilização de bicos maiores tem um efeito oposto, levando a suportes mais largos e resistentes, o que pode ser um pouco difícil de remover.

Diferentes bicos para impressoras 3D

Bico de 0,25 mm

Prós

  • Melhores detalhes;
  • Melhor resolução nos eixos XY;
  • Suportes extremamente fáceis de remover.

Contras

  • Tempos de impressão significativamente maiores;
  • Maior risco de o bico ficar entupido;
  • Não compatível com alguns filamentos (filamentos contendo partículas maiores).

Exemplos práticos

Impressão de linhas finas

Este é outro ótimo uso de um bico para impressora 3D menor. A diferença entre um bico de 0,4 mm e um de 0,25 mm não é tão drástica, porque mesmo um bico de 0,4 mm pode imprimir objetos pequenos razoavelmente bem. As melhorias serão visíveis, especialmente ao imprimir linhas finas.

Impressão de linhas finas

Impressão de miniaturas

Surpreendentemente, a impressão de miniaturas usando um bico de pequeno diâmetro leva a uma pequena melhoria na qualidade de impressão. Você notará o maior aprimoramento durante a impressão de suportes para esses objetos. Os suportes impressos com um bico de 0,25 mm são fáceis de remover e deixam marcas praticamente invisíveis no objeto.

Impressão de miniaturas

Por outro lado, se você não precisar de suportes, a diferença entre os bicos de 0,4 mm e 0,25 mm será próxima de zero. Honestamente, se tivéssemos mudado os rótulos acima desses dois baús, você saberia identificar a diferença?

Impressão de miniaturas

Bico de 0,60 mm

Um bico de 0,60 mm é adequado para qualquer impressão que não dependa de pequenos detalhes. Vários suportes, prateleiras ou vasos de flores… podem ser impressos na metade do tempo normal.

Prós

  • Imprimir até duas vezes mais rápido;
  • Quase a mesma qualidade de impressão que um bico de 0.4 mm;
  • Impressões mais duráveis;
  • Baixo risco de um bico entupido.

Contras

  • Pior resolução de pequenos detalhes e textos;
  • Os suportes são mais difíceis de remover.

Exemplos de uso prático (0,6 mm)

Vasos de flores

Geralmente, os vasos de flores não apresentam detalhes, portanto, a diferença entre uma impressão de 0,4 mm e uma de 0,6 mm é quase impossível de se dizer. No exemplo abaixo, estamos usando a mesma altura da camada. Com uma altura de camada aumentada o 0,6 mm terminaria a impressão ainda mais rápido. E graças à forma do vaso de flores, a diferença não seria muito perceptível.

Vasos de flores

Buddy the Dog

Buddy é um modelo bastante detalhado. No entanto, o bico de 0,6 mm não tem problemas com isso quando a altura de camada é de 0,2 mm.

Lâmpada de Voronoi

Graças à forma desta lâmpada (grandes superfícies planas), quase nenhuma qualidade foi sacrificada. Um bico de 0,6 mm requer menos tempo para atingir a mesma espessura da parede que um bico de 0,4 mm. Assim economizou-se uma enorme quantidade de tempo, com uma redução de quase 9 horas!

Lâmpada de Voronoi

Bico de 1,0 mm

Um milímetro? Sim, correto. Esqueça tudo o que você acha que sabe sobre impressão 3D. Mesmo impressões que levam dezenas de horas para terminar podem ser feitas em apenas algumas horas usando um bico para impressora 3D de 1,0 mm. Isso porque você pode obter velocidades de impressão até 5 vezes mais rápidas em comparação com um bico de 0,4 mm. Claro, há um preço a pagar. Com um bico de 1,0 mm, você normalmente imprime em uma altura de camada de 0,5 mm, mas é possível aumentar ainda mais. Claro, as camadas do objeto impresso serão altamente visíveis, mas às vezes isso não atrapalha.

Em alguns casos, pode até mesmo dar ao modelo uma estética interessante, o que pode ser bastante desafiador para se conseguir com o uso de outros métodos.

Prós

  • Impressão extremamente rápida;
  • Impressões muito resistentes;
  • Aparência incomum com camadas altamente visíveis;
  • Quase zero risco de um bico entupido.

Contras

  • Falta de detalhes;
  • Camadas visíveis;
  • Suportes muito difíceis de remover.

Exemplos de uso prático (1,0 mm) 

Dinossauro – um brinquedo para crianças

Uma vantagem surpreendente de usar um bico de 1,0 mm é a capacidade de imprimir bordas arredondadas naturalmente – sem configurações adicionais. Isso é ótimo para imprimir brinquedos para crianças, pois o risco de cortar um dedo em uma borda afiada é minimizado. Além disso, o brinquedo foi impresso cinco vezes mais rápido em comparação com o bico de 0,4 mm.

Dinossauro – um brinquedo para crianças

Porta lápis

Porta lápis

Impressões transparentes sem preenchimento

Modelos impressos usando um filamento transparente (por exemplo, PETG) sem um preenchimento e com uma altura de camada muito alta têm a capacidade de refratar a luz de uma maneira interessante. Conseguir um visual semelhante seria, de outro modo, bastante complicado.

Impressões transparentes sem preenchimento

Em resumo o bico de 0,6 oferece tempos de impressão consideravelmente menores, mas ainda é possível imprimir modelos razoavelmente detalhados. Caso você tenha o hábito de imprimir modelos pequenos com textos, linhas finas ou logotipos, considere também o bico para impressora 3D de 0,25 mm. A versão de 1,0 mm tem uso limitado, mas ainda é muito divertido de usar. Esse pequeno investimento pode ter um impacto surpreendentemente grande na maneira como você imprime.

Portanto, agora que você já sabe quando utilizar os diferentes diâmetros de bicos para impressoras 3D, que tal aprender agora 3 formas simples de como desentupir o bico da sua impressora 3D?

Conteúdo baseado em testes divulgados no site da Prusa.

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Qual é a influência da altura da camada em suas peças 3D?

Layer é a camada de impressão. A resolução das peças será medida justamente por ela, pela altura da camada. Quanto maior for, pior será a resolução.


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Quem usa impressão 3D sabe que temos uma infinidade de variáveis que podem ser trabalhadas para gerar diferentes resultados. Um dos parâmetros avaliados antes de se produzir uma peça é a resolução, ou, neste caso, a altura da camada. Essa característica permite alterar a qualidade superficial da peça, mas isso gera uma consequência grande no tempo de impressão.

Então, neste artigo mostraremos um teste que fizemos. Selecionamos uma peça e fizemos a impressão com diferentes alturas da camada. Encontramos grandes curiosidades. Confira!

 

O que é a altura da camada na impressão 3D?

A altura da camada é a espessura de cada camada impressa. Sabemos que o processo de impressão 3D por FDM consiste na deposição de material em camadas, com progresso vertical. A cabeça de impressão realiza a deposição de um nível inteiro e sobe ao nível seguinte, e assim sucessivamente até o término do projeto.

As impressoras 3D do mercado normalmente conseguem imprimir entre a altura da camada de 0,05 milímetros e 0,4 milímetros, mantendo o mesmo bico de impressão. Aliás, esse é um ponto que gera muitas dúvidas nas pessoas: preciso alterar o bico para mudar a resolução? A resposta é não!

O que acontece é que o determinante para a altura da camada da peça é o fluxo de material, ou seja, a quantidade de filamento que é projetado sobre o bloco aquecedor e que passa pelo bico. Ao variar a resolução, o software de impressão calcula a velocidade do motor que traciona o filamento, criando uma compensação.

Para que fique mais claro a influência desse parâmetro na peça, fizemos um teste em uma de nossas impressoras 3D. Selecionamos um modelo, da estátua Moai, e fizemos a impressão variando a altura da camada. Essa foi a única variável que alteramos. Mantemos a mesma temperatura e velocidades, justamente para isolar essa característica e ver a sua influência no resultado. Utilizamos um filamento ABS Premium Marrom da 3D Lab.

Para comparação, duplicamos uma das peças geradas e fizemos um acabamento com vapor de acetona. Vamos comparar a qualidade superficial entre elas. Confira, nas fotos abaixo, como foram os dados obtidos:

Teste de impressão com variação na altura da camada

Teste de impressão com variação na altura da camada

Como fica claro nas imagens acima, a variação da qualidade superficial das peças foi muito grande. Excluindo a peça tratada com vapor de acetona, a impressão da esquerda tem uma superfície mais lisa, com uma aparência de maior qualidade. Ao aumentar as camadas, até chegar na peça à direita, essa qualidade vai reduzindo.

Porém, uma análise muito importante de se fazer é no tempo de impressão. Como podemos ver na primeira imagem, o tempo de impressão da peça com 0,05 milímetros, ou 50 mícrons, foi de 171 minutos, enquanto a peça de 0,4 milímetros demorou somente 24 minutos, o que representa 14% do tempo da primeira.

Outro ponto interessante que observamos foi no brilho da peça. Percebe-se claramente que a que possui uma melhor resolução, ou menor altura de camada, tem um aspecto mais fosco, enquanto a peça de 0,4mm é mais brilhante. Na verdade, esse efeito é resultado da dispersão da luz. Com camadas mais grossas, a curvatura da superfície externa reflete mais a luz, gerando o brilho mais forte.

Para compararmos a qualidade superficial, separamos uma das peças e a tratamos com vapor de acetona. O procedimento é bem simples: com um recipiente fechado, umidecemos papel toalha com acetona pura, preenchemos a parede do recipiente com esse material e colocamos a peça no interior. Deixamos esse processo reagir por 1 hora e meia, com uma peça de 0,4 milímetros. Fizemos esse mesmo procedimento também com uma peça de 50 mícrons. O tempo necessário de acabamento foi menor, de 30 minutos, mas o resultado na superfície da peça foi similar. Por isso, focamos somente na peça de 0,4.

Segue a configuração utilizada nos testes. A variação dos parâmetros ficou somente na altura da camada.

Software: Simplify3D

Teste de impressão com variação na altura da camada 2
Teste de impressão com variação na altura da camada 3
Teste de impressão com variação na altura da camada 4

Então, qual é a melhor resolução para as peças?

Como vimos no teste, a diferença na qualidade superficial entre as peças obtidas é muito grande, porém, o tempo necessário de impressão também é. Não podemos falar que a peça de 50 mícrons é melhor do que a peça de 0,4 milímetros. Isso vai depender da finalidade do projeto.

Então, o primeiro passo para identificar qual é a altura de camada que você deve usar em suas impressões é analisar o objetivo da peça. Será que ela realmente precisa de uma qualidade superficial tão alta? Qual seria o tempo de impressão em uma resolução melhor? Fizemos esse teste com uma peça com altura de 5 centímetros, mas e se ela fosse projetada com altura de 40 centímetros? O tempo de impressão com uma camada mais fina para esse caso seria muito longo, praticamente inviável.

O acabamento das peças também se mostrou uma boa opção, mas é preciso ter cuidado com o manuseamento dos materiais utilizados.

Gostou do nosso artigo sobre a altura de camada? Então aprenda agora sobre as principais propriedades técnicas dos filamentos para impressão 3D.

 

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Filamento ABS: como imprimir com esse material

Você já teve dificuldades em imprimir com o filamento ABS? Esse material é usado para diferentes aplicações, mas é preciso ter alguns cuidados especiais para não cometer erros. Neste conteúdo nós vamos falar sobre como imprimir com filamento ABS, mostrando as melhores dicas!


O filamento ABS é um material amplamente utilizado na indústria, principalmente automotiva. Partes dos carros, como o painel, absorvem uma grande quantidade desse material. Na impressão 3D, ele também tem suas aplicações. Porém, muitas pessoas não conseguem utilizá-lo e acabam perdendo grandes oportunidades.

Por isso, criamos este artigo para te ajudar. Mostraremos tudo o que você precisa fazer na sua impressora para que consiga produzir peças de qualidade com esse filamento para impressora 3D. Boa leitura!

Por que o filamento ABS é bastante utilizado?

A sigla ABS representa Acrilonitrila Butadieno Estireno. Se trata de um polímero bastante utilizado pelas empresas por conta de suas boas propriedades, como a resistência mecânica. Esse material é obtido a partir do petróleo.

Na impressão 3D o filamento ABS, juntamente com o PLA, é o material mais utilizado. Sua ótima resistência mecânica, resistência térmica e a facilidade de dar acabamento posterior, seja com lixa ou tratamento com acetona, o tornam uma grande opção.

Porém, é intrínseco ao material uma forte contração quando ele é resfriado e isso é visto principalmente em impressoras abertas (warp). Pensando nisso, as principais marcas fabricantes de impressoras estão desenvolvendo as máquinas já com uma estrutura que isola a temperatura ambiente da peça.

Se a sua impressora é aberta e você quer imprimir com o filamento ABS, fechá-la com uma estrutura simples de acrílico já ajuda bastante.

Qual é a diferença entre o filamento ABS e ABS Premium?

Além da forte contração, este material apresenta um cheiro forte, característico de sua origem no petróleo. Então, para melhorar o cheiro, a contração e ainda melhorar a fluidez do material e a adesão entre camadas, a 3D Lab desenvolveu o seu ABS Premium. Hoje, esse material é utilizado por diferentes empresas, desde pequenos negócios até multinacionais.

Na foto abaixo percebe-se um outro ganho do Premium sobre o comum, que é a capacidade de impressão em ângulo, sem o uso de suporte. Atualmente a 3D Lab só trabalha com o filamento ABS Premium devido às enormes vantagens. A partir deste ponto do conteúdo, sempre que falarmos em ABS, estamos tratando do Premium 3D Lab.

Qual é a diferença entre o filamento ABS e ABS Premium 1

Quais são as vantagens e desvantagens desse material?

O filamento ABS, como já falamos, tem uma forte resistência mecânica, pode ser exposto ao sol sem se deformar e aceite com facilidade alguns processos de acabamento, como lixa e tratamento com acetona. Em desvantagem ao PLA, ele é mais indicado para impressoras fechadas por apresentar uma forte contração quando resfria. Obrigatoriamente é necessária mesa aquecida para se trabalhar com este material, possibilitando a fixação na mesa, aplicando uma cola líquida, fita adesiva ou mesmo o laquê de cabelo, que é bastante utilizado para esse fim.

Portanto, para entender melhor a relação entre os materiais, confira a tabela abaixo:

Qual é a diferença entre o filamento ABS e ABS Premium 2

Como preparar a impressora para o filamento ABS?

Para configurar a sua impressora e deixá-la pronta para imprimir com o nosso filamento, você pode baixar o arquivo pronto, disponibilizado na página do produto, na aba de “Downloads“. O arquivo é para o Simplify3D é de uma impressora padrão, podendo ser necessário alguns ajustes como volume de impressão,etc. Então, caso você use outro software ou queira entender os parâmetros, siga as recomendações:

Filamento ABS Premium 3D Lab

Temperatura de extrusão: 220 a 240°C (235°C utilizado em testes)

Temperatura da mesa: 110°C com adesivo para fixação

Retract: 1,0mm

Fator de extrusão: 1,0 (100%)

Diâmetro do filamento: 1,75mm ou 2,85mm

Extrusion Width: 0,48mm (largura de extrusão padrão)

Então, como vimos em nosso artigo, o filamento ABS é um ótimo material para impressão 3D. Ele é muito utilizado para diversas finalidades dos projetos. Atente para as configurações que indicamos para alcançar bons resultados. Lembre-se de prezar por filamentos de qualidade, com procedência para que suas impressões saiam perfeitas.

Agora que você já sabe como imprimir com o nosso filamento ABS, conheça um método simples e muito eficiente para dar acabamento em peças produzidas com esse material!

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