Como a Grifta se tornou um negócio de sete dígitos: a trajetória de Tamyres Zanon e Rayssa Assunção
Em universo ainda predominantemente masculino, duas mulheres vêm construindo uma trajetória que une estratégia, sensibilidade e inovação na manufatura aditiva. Tamyres Zanon e Rayssa Assunção são as fundadoras da Grifta, marca que transformou tecnologia em peças de decoração com identidade e que, iniciada dentro de casa, hoje se tornou um negócio consolidado com faturamento de sete dígitos anuais.
Neste Mês da Mulher, a história das duas se destaca não apenas pelos resultados, mas pela consistência das decisões ao longo do caminho, tornando-se um verdadeiro case de empreendedorismo feminino.
O início: propósito e curiosidade que viraram negócio
A Grifta nasceu em 2016, a partir de um momento de transição na vida de Tamyres. Durante a maternidade, ao desacelerar a rotina profissional, ela passou a explorar a impressão 3D com uma impressora adquirida por seu marido. A curiosidade inicial rapidamente evoluiu para testes práticos que deram origem ao negócio.
Nesse processo, Rayssa Assunção se aproximou do projeto. Amigas desde a faculdade de Arquitetura, a parceria que antes se limitava à sala de aula ganhou um novo significado fora dela. Rayssa passou a contribuir nas áreas que ainda estavam em construção, como redes sociais, organização e presença digital. Desde o início, a relação foi marcada pela confiança e, com o tempo, se consolidou em uma sociedade baseada na complementaridade, na troca e em uma visão de longo prazo.
Como a Grifta encontrou seu caminho
Os primeiros produtos surgiram a partir da linha pet, que teve papel fundamental no crescimento inicial da marca. A proposta de eternizar animais de estimação em forma de escultura encontrou rápida identificação com o público. A inspiração veio de dentro de casa, com Simba, o Golden Retriever da família, que acabou se tornando símbolo desse início.
A partir das primeiras encomendas, a Grifta ganhou tração e cresceu de forma orgânica, com reinvestimento constante e decisões estratégicas bem definidas. Entre elas, a escolha por desenvolver peças autorais, criando um portfólio com identidade própria em um mercado cada vez mais competitivo.
“A impressão 3D abriu um leque pra gente conseguir viver a maternidade, mesmo estando no mercado de trabalho” afirma Tamyres.
Um modelo que viabiliza e direciona
O ponto de virada foi o entendimento de posicionamento da marca. A partir disso, a Grifta deixou de competir diretamente com outros negócios e passou a construir seu próprio espaço no mercado.
Hoje, a Grifta opera com faturamento anual na casa dos sete dígitos, resultado de um modelo que só se tornou possível graças à impressão 3D. A tecnologia permitiu começar com estrutura enxuta, testar caminhos e crescer com reinvestimento, algo que outras matérias-primas não viabilizariam da mesma forma.
Mais do que dominar a técnica, a construção da marca foi guiada por decisões claras de posicionamento e pela escolha de um nicho bem definido, sustentado ao longo do tempo.
Confira a entrevista completa aqui.
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